Turistas estrangeiros descobrem a área.
De fato, lenta e discretamente, a Chapada Diamantina está atraindo viajantes do mundo inteiro. Mais gente de fora, aliás, que daqui mesmo do Brasil. Todavia, um tipo especial de turista. Aquele que busca o sabor da aventura e do exotismo, sem preocupações com conforto ou infra-estrutura turística. Se você quiser se candidatar, o ponto de partida deveria ser Lençóis. Esta velha cidade, antiga Capital das Lavras, hoje com 7.400 habitantes, é a menos desestruturada, até por estar ligada a Salvador e Brasília por estrada asfaltada, e dispor de acomodações com algum nível de conforto para o turista.
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Chapada Diamantina. Fortunas eram construídas da noite para o dia.
Na foto maior a imensidão dos Gerais. Acima, à esquerda, a Cachoeira do Sossego, onde é possível se ficar atras da cortina de água. Abaixo, detalhe da subida para os Gerais
Sem o ouro e os diamantes, e depauperada pela “guerra”, a Chapada Diamantina mergulhou em profunda decadência, num processo de rápido abandono e esquecimento. Somente na década de 70 voltou a ser notícia, quando o governador da Bahia anunciou que as riquezas da Chapada não haviam de fato acabado; O estavam, apenas, fora do alcance do processo rudimentar de mineração. A notícia acabou trazendo outros modernos tipos de garimpeiros, a constituição de um Parque Nacional e, paralelamente, um pouco de turismo.
Corria tanto dinheiro na Chapada, eram tantos os interesses em jogo, que o governo francês mandou instalar até um vice-con-sulado em Lençóis, a cidade que funcionava como capital econômica da região. Aliás, conta-se que as companhias de ópera européias que vinham excursionar no Brasil, geralmente incluíam Salvador no roteiro para, de lá, em lombo de burro, cavalgar mais 400 km e exibir sua arte na Chapada Diamantina.
Todavia, se no final do século passado os garimpos começaram a escassear, a decretação da decadência definitiva veio com a notícia da descoberta de diamantes no extremo Sul da África. Como se não bastasse, outro pesadelo começou logo depois — e durou quase dez anos. Foram as sucessivas e malogradas rebeliões políticas lideradas por um certo Horácio de Matos, coronelzão da região que, à frente de 10.000 “cabras”, combateu o governo baiano de 1916 até 1925.
As mesmas terras onde mais tarde, em 1844, quase que por acaso, um tropeiro de nome José Pereira do Prado encontrou um diamante de quatro quilates. Com o ouro, e depois os diamantes, vieram os aventureiros, os garimpeiros, os coronéis. Foram dezenas e dezenas de anos de esplendor e fausto, mas também da lei do mais forte, quando matava-se por tudo e por nada, enquanto fortunas eram construídas ou dilapidadas da noite pro dia.
Ao lado a Cachoeira de Cristal. Com 100 metros de altura é a maior queda livre do Brasil. Acima o Vale do Capão.
Lendas e História se confundem na Chapada Diamantina. Fala-se de apaixonados que pularam de penhascos e evaporaram no ar. De diamantes de fina lavra encontrados até dentro de moelas de galinhas. De discos-voadores e bases de resgate alienígenas. De milionários que acendiam charutos com notas de libra esterlina. Mas a História, mesmo, essa começa no início do século XVII, com a descoberta de ouro farto nas terras que a Coroa Portuguesa havia doado ao explorador Belchior Dias Moreira.
CHAPADA DIAMANTINA.
Em pleno sertão da Bahia, uma bela região montanhosa, duas vezes maior que a Suíça, já enriqueceu muita gente, sediou até um vice-consulado francês, mas hoje é quase desconhecida.
Chapada Diamantina. Fala-se de diamantes encontrados até em moelas de galinhas.
Complete o vaso com o substrato apertando a terra de vez em quando, com os dedos, para fixar a planta.
Prepare o vaso com uma camada de drenagem (cacos) e um pouco de substrato. Instale o torrão no centro.














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