Monday, December 19th, 2011 | Author:

SUGESTÃO INOVADORA.
Outro cuidado básico é dar atenção extra ao projeto da parte hidráulica da laje. Doering explica que geralmente a camada onde se encontra o ralo é rebaixada em 5 cm, para que a água acumulada da chuva escorra até ele. E uma solução eficiente, mas não a única. Doering sugere fazer o contrário: colocar o ralo 5 cm acima e, com isso, criar um lençol freático artificial. O objetivo desse sistema é manter uma condição ininterrupta de alimentação para a planta e impedir que suas raízes procurem água na tubulação do ambiente através do ralo (veja esquema acima). “Quando as raízes da planta encontram a água, não têm motivo para crescerem pela tubulação”, explica o profissional.
Os engenheiros ainda estão reticentes com essa inovação. Antes de torná-la padrão, querem certeza de que tipo de impermeabilização é necessária para a laje suportar uma faixa constante de água. Walter Doering defende sua idéia citando o conceituado arquiteto Paulo Mendes da Rocha, responsável pelo projeto do Museu Brasileiro de Escultura, localizado da cidade de São Paulo. Mendes ficou famoso ao planejar um prédio que retinha água no topo para evitar a expansão e retração do concreto, que costuma provocar rachaduras no edifício.
Outro argumento de Doering: hoje existem tintas e produtos -como a manta asfáltica – com tecnologia suficiente para suportar a água, sem deixá-la infiltrar no concreto. Isso sem contar que o lençol freático é ecologicamente correto pois reaproveita a água da chuva e diminui a necessidade de regas. Por enquanto a discussão está cm andamento, o sistema tradicional – com o ralo rebaixado – continua sendo o mais usado.

Você pode acompanhar os comentários desse post através do RSS 2.0 feed. Você pode ou mandar um, or trackback do seu site pra cá.
Deixe um comentário » Log in