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Thursday, January 24th, 2013 | Author:

Nome científico: Serissa foetida
Origem: India, China e Japão
Idade: 19 anos
Estilo: Neagari (raiz exposta)
Altura: 29cm Largura do tronco: 6cm
Luminosidade: Pleno sol
Proprietário: Bonsai Okuda

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Tuesday, January 22nd, 2013 | Author:

FICUS:
Nome científico: Ficus retusa
Origem: regiões tropicais e subtropicais
Idade: 25 anos
Estilo: Moyogi (vertical informal)
Altura: 44cm
Largura do tronco: 10cm
Luminosidade: Pleno sol
Proprietário: Bonsai Oknda

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Saturday, January 19th, 2013 | Author:

PINHEIRO-NEGRO

Nome científico: Pinus thumbergii
Origem: Japão Idade: 38 anos
Estilo: Moyogi (vertical informal)
Altura: 42cm
Largura do tronco: 4,5cm
Luminosidade: Pleno sol
Proprietário: Bonsai Okuda

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Wednesday, January 16th, 2013 | Author:

Combate aos invasores!
Garantir luz solar, ventilação, irrigação correta e fertilização adequada são itens essenciais para manter os bonsai longe da infestação de pragas e doenças. Há inúmeras medidas preventivas e corretivas. Manter uma rotina de inspeção é o primeiro passo e possibilita o diagnóstico logo no início do problema. Vale lembrar também que insetos e doenças em geral não atacam plantas saudáveis e bem cuidadas. Além disso, é preciso saber identificar cada caso para valer-se de métodos precisos de controle e combate. “As pragas, normalmente, fixam residência e se proliferam com mais facilidade quando o ambiente ou até mesmo o interior das plantas é menos ventilado e ensolarado”, resume o bonsaísta João Carlos Esteves, conhecido como Joca, da Tropical Bonsai, do Rio de Janeiro, RJ.
As pragas mais comuns são os pulgões e as cochoni-lhas. “Lagartas, nematóides, caramujos e tripés, que atacam, principalmente, as folhas do fícus (Ficus sp), são outros exemplos de pragas. Os fungos representam a quase totalidade das doenças que atacam bonsai.”
Alguns dos problemas são fáceis de detectar, como os pulgões, que se fixam, principalmente, em brotações para sugar a seiva da planta, o que prejudica a fotossíntese. O ataque de fungos e ácaros pode ser percebido pela mudança na coloração das folhas. No primeiro caso, surgem manchas na superfície da folha. No segundo, o ataque ocorre na parte inferior das folhas, que adquirem cor de ferrugem. A calda bordalesa pode ser usada para combater fungos e ácaros, além disso, é preciso eliminar as partes infectadas ou a planta toda para evitar o alastramento.
Lesmas e lagartas também podem causar grandes danos, porque se alimentam de brotos e folhas jovens. Podem ser eliminadas manualmente, lembrando que algumas lagartas são venenosas e, por isso, devem ser retiradas com luva ou pinça.
Já os nematóides vivem no solo e prejudicam as raízes, criando nelas tipos de nódulos que dificultam a circulação de água e nutrientes. O sintoma da presença desses vermes é uma planta sem vida e murcha. Utilizar somente substrato de procedência confiável é uma maneira de evitá-los. “A dimensão e velocidade de uma manifestação de praga ou doença num bonsai não obedece à mesma escala de miniaturização. “Por conta disso, decorre o maior perigo dessas ocorrências em escala natural sobre um bonsai”, relata. “Por outro lado, devido ao porte, é possível detectar por meio de uma inspeção visual detalhada do bonsai”
Segundo o bonsaísta, o sol tem importante papel profilático. “A localização do bonsai em ambiente desprovido de insolação minimizará a aparição e a proliferação dos males”, destaca. “Se um dos problemas indesejáveis acometer o bonsai quer dizer que o tripé ‘mal, meio e propensão’ se armou. O sol contribui no sentido de suavizar essa ‘armação’, pois atua no item ‘meio’, evitando um microclima úmido e sombrio que sempre favorece a fixação do mal. Vale explicar que a propensão indica a preferência das pragas e a saúde do bonsai em boa parte dos casos.”
Joca ressalta ainda que a aeração da copa também é muito importante, seja pela ventilação natural do ambiente, bem como pela limpeza geral do bonsai, por meio da eliminação de ervas daninhas do substrato e de folhas e ramos secos da copa”, ensina. “As qualidades do substrato e da água usada para a rega, assim como a adubação correta, contribuem para a perfeita sanidade da árvore, aumentando, assim, sua resistência.”
Para controlar as pragas mais comuns, dependendo do grau de infestação, é recomendado o uso de produtos naturais ou de baixa toxicidade. Joca aconselha usar algumas receitas antigas e domésticas, como água com sabão neutro, calda de fumo de rolo, óleos vegetais ou minerais, por exemplo. Caso haja a necessidade de um combate mais intenso, o ideal é consultar um especialista ou engenheiro agrônomo. Segundo o bonsaísta, os produtos mais brandos devem ser usados de maneira preventiva, com aplicações mensais. No modo corretivo, aconselha-se três aplicações, uma a cada semana.
Em seu cultivo, Joca faz, mensalmente, pulverização de defensivo natural à base de Neem diluído em água e associado a óleo vegetal de uso agrícola como fixador. Se houver infestação, ele usa a mesma solução para combatê-la, entretanto, em três aplicações, mais precisamente, no primeiro, oitavo e décimo quinto dias. Tal solução é eficaz em caso de pragas mais freqüentes como pulgões, cochonilhas e lagartas. “Para outras pragas menos freqüentes e doenças em geral recomendo consultar um especialista.” E alerta: “Antes de qualquer aplicação de produto de controle, certifique-se de que o substrato do bonsai esteja bem úmido.”

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Monday, January 14th, 2013 | Author:

Aprenda, passo a passo, como modelar seu bonsai no estilo semicascata:

Ao olhar o movimento do tronco e as raízes do pi-nheiro-negro (Pinus thumbergii) de três anos, a bonsaísta Regina Suzuki, de Atibaia, SP, apostou que o exemplar pedia o estilo Han-kengai (semicascata). “Não devemos forçar um estilo, pois é a própria planta que o define”, esclarece.
Para a modelagem, Regina precisou de alicate, alicate côncavo, alicate lateral, cortador de arame, tesoura, pinça, tesoura de poda, arame, pincel e pasta cicatrizante.

Buscando uma inclinação, para dar a idéia de semicascata, ela fez um calçamento entre a planta e o vaso, cortando, para isso, um pouco do torrão de terra do pi-nheiro-negro, plantado em um escorredor de macarrão. “Esse procedimento permite à planta absorver nutrientes”, explica.Tal técnica também proporciona uma boa aeração ao sistema radicular.

A bonsaísta ensina que o primeiro passo para a modelagem é definir o movimento do tronco. “Para o estilo semicascata, o mais importante é ter um primeiro galho com uma boa inclinação”, destaca.

Em seguida, com a pinça e a tesoura, Regina remove alguns galhos e agulhas do pinheiro-negro, para facilitar o trabalho e visualizar melhor a forma da árvore.

Para ramos mais grossos, como o antigo galho líder, ela usou, primeiramente, alicate e, depois, alicate côn-cavo para aprofundar o corte e melhorar a cicatrização. Em seguida, com pincel, passou uma mistura de uma parte de calda de jin, duas de água e um pouco de nan-quin para escurecer, disfarçando, assim, o corte. Ela ensina que a calda serve também como cicatrizante para cortes pequenos. “A retirada do antigo galho líder dá mais conicidade”, explica Regina. A bonsaísta também adverte que os galhos mais grossos do pinheiro devem ser cortados, preferencialmente, no Inverno.

Aramação e manutenção:
Segundo Regina, a espessura do arame deve ser de, aproximadamente, um terço da do galho a ser arama-do. Ela começa a aramar os galhos inferiores e, assim, sucessivamente até o ápice. “A primeira volta deve ser bem justa e é preciso ter cuidado para não prender as agulhas junto”, atenta. Depois, ela entorta os galhos, in-clinando-os para baixo e voltando suas pontas para cima ‘Temos de dar a forma de árvore”, revela.
Quando o arame estiver marcando os galhos, o que deve acontecer cerca de seis meses a um ano após a modelagem, é hora de removê-los. Outras aramações deverão ser feitas nas épocas certas. Para o pinheiro-negro, Regina relembra que o melhor período é o Inverno.
A bonsaísta ensina que, no futuro, podas de manutenção serão necessárias. O intervalo entre a estilização e o plantio definitivo varia de acordo com o trabalho de cada bonsaísta, para isso ressalta: “respeite as épocas corretas e aprecie a arte do bonsai”. Regina estima que o exemplar levará uns três anos para assumir o efeito desejado, mas destaca que, com o passar do tempo, a estrutura e a casca do pinheiro se tomarão cada vez mais visíveis e belas.

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Thursday, January 10th, 2013 | Author:

Por dentro do estilo:
O estilo Hankengai (semicascata) é inspirado na natureza, em árvores que crescem nas encostas de montanhas ou em terrenos muito inclinados. Os bonsai classificados dessa forma apresentam uma leve queda. O galho principal possui uma inclinação inicial de cerca de 45 graus para baixo e, em seguida, toma-se quase paralelo à superfície do vaso.
Uma muda indicada para a modelagem nesse estilo deve apresentar um movimento inclinado. A raiz precisa ser uniforme, distribuída igualmente ao redor do tronco, ou concentrada no lado oposto ao movimento do tronco, para proporcionar o equilíbrio.

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Sunday, January 06th, 2013 | Author:

Como podar corretamente:

Bocabello trabalha um exemplar de dois anos, muito vigoroso, para transplantar e dar forma. “Nunca usei arame nesse bonsai. Venho trabalhando-o apenas por meio de podas”, explica. O bonsaísta propõe uma poda de limpeza, eliminando ramos e galhos excedentes. Tome cuidado com os espinhos caracte-rísticos da espécie.
Após retirar a planta do vaso, será preciso reduzir o torrão e retirar parte das raízes. “Nas aulas de biologia, aprendemos que as plantas sugam a água pelas raízes, a consomem e eliminam pelas folhas. Se vamos nos desfazer de parte das folhas, também deveremos realizar o procedimento com as raízes para que a relação fique balanceada”, defende.
O bonsaísta retira uma raiz que está fora de lugar e, aproveitando as vantagens estéticas da madeira, executa um trabalho de iin no local.

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Tuesday, January 01st, 2013 | Author:

Reprodução:
Uma das maiores dúvidas ao deparar com uma nova espécie é a obtenção de mudas. Há duas maneiras fáceis de reproduzir o jacaré: por semeadura ou estaquia. Na multiplicação por sementes, deve-se colher as vagens diretamente da árvore quando estiverem bem secas ou começarem a cair. Quebre-as e colha as sementes. Se preferir, deixe os frutos secando no sol para que se partam espontaneamente. Coloque as sementes para germinar em canteiros protegidos da luz direta, em substrato or-gano-arenoso. Por cima, despeje uma leve camada do mesmo substrato peneirado e regue duas vezes por dia. Elas germinarão em até 20 dias. Quando as pequenas mudas estiverem com cerca de 5cm, transplante-as para vasos individuais. Graças ao rápido desenvolvimento, ela poderá começar a ser trabalhada em menos de um ano.
Para reproduzir por estacas, basta cortar pequenos ramos da planta-mãe e plantá-los em um recipiente preparado anteriormente, com uma camada de dreno (pedras britadas ou cacos de telha) coberta por substrato formado por 50% de areia, 25% de composto orgânico e 25% de terra argilosa. Para aumentar as chances de enraizamento, a parte do ramo que será plantada deve ser cortada em diagonal. Procure plantar as estacas sem folhas e ligeiramente inclinadas, para evitar o acúmulo de água no topo.

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Friday, December 28th, 2012 | Author:

Cuidados básicos:
O nome popular que consagrou a planta – jacaré – vem do fato de a espécie crescer quase que horizontalmente. Devido à sinuosidade do tronco, a árvore não fica muito alta e a copa se desenvolve de maneira “espalhada”.
Um dos principais pontos positivos de se optar por utilizá-la em miniaturizações é sua rusticidade, que permite o cultivo em qualquer parte do País, sem prejuízos ao seu desenvolvimento. Bocabello a define como uma espécie “sem frescuras”. Afinal, trata-se de uma planta brasileira que, conseqüentemente, adapta-se muito bem às condições de clima em todas as regiões. O mais propício, entretanto, é o quente e seco, o que mais se aproxima às condições de seu hábitat.
Por ser encontrada em situações de restinga, o bon-saísta fluminense aconselha moderação nas regas. Certifique-se de que o solo está seco antes de molhá-lo novamente. Como o cultivo deve ser feito a pleno sol, é bom ficar atento a um indício de desidratação. Quando está “economizando” água, as pequenas folhas da espécie se dobram, para diminuir a transpiração. “Em situações especiais, como logo após o replantio ou a poda, é normal’ que ela apresente esse comportamento. Mas, se verificar que ele vem se repetindo, é bom tomar cuidado”, ensina Bocabello.
Quanto ao substrato, segundo Martins, a espécie prefe re solos arenosos, mais secos e muito bem drenados. Boca bello utiliza uma mistura de areia, tijolo moído e composto orgânico. Já a adubação depende das condições de cultivo de cada colecionador, mas, via de regra, pode ser feita com compostos orgânicos, trimestralmente. Se desejar, é possível complementar com adubação foliar, a cada 15 dias.
As podas podem ser feitas em qualquer época do ano, sem restrições de estação. “Por ter folhas cadúcas, recomenda-se que seja feita quando a planta estiver rebrotan-do, logo após a frutificação”, diz Martins. “O ideal é colocá-la em locais mais sombreados para que possa se recuperar do procedimento. Devido ao rápido desenvolvimento, recomenda-se entre três e quadro podas de limpeza anuais para garantir o formato desejado.”

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Wednesday, December 26th, 2012 | Author:

Um dos principais tópicos que se deve observar para avaliar se uma espécie é boa para bonsai é o tamanho de suas estruturas. O ideal é que as folhas, flores, frutos e sementes tenham portes reduzidos para que, nos trabalhos de miniaturização, a estética seja respeitada. No ramo de bonsai, muitas espécies já se firmaram como clássicas para os trabalhos, rendendo resultados surpreendentes, como os pinheiros, aceres e juníperos, além das tropicais jabuticabeira e pitangueira. Entretanto, descobrir uma nova espécie para trabalhar como bonsai é sempre uma experiência interessante.
Foi o que aconteceu com Marcelo Martins, de Cabo Frio, RJ, no início da década de 90. Discípulo de Roberto Gerpe, o bonsaísta fluminense foi pioneiro ao apresentar ao mercado uma espécie brasileira, com excelente potencial para trabalhos em bonsai. Após dois anos de conhecimentos na área, ele resolveu sair para o campo, em busca de uma planta diferenciada para trabalhos de miniaturização. Nas restingas de Cabo Frio, encontrou uma árvore de tronco canelado, retorcido, belo, com folhagem, frutos e flores diminutas.
Era o jacaré (Pithecolobium tortum), espécie nativa, encontrada no litoral brasileiro, especialmente em locais de restinga. A arte do bonsai ganhou muito com essa feliz descoberta. ‘Toda árvore pode ser um bonsai. Na natureza, em circunstâncias extremas, algumas espécies podem alterar o desenvolvimento, retorcendo os troncos para suportar as adversidades. O jacaré é assim por natureza: no hábitat, ele é encontrado com o tronco todo retorcido. Com o tempo, uma camada da casca do caule se solta, engrossa e fica manchada de branco, causando um efeito muito bonito. Mesmo sem mexer nele, pode ser considerado um bonsai pela plasticidade, difícil de ser encontrada em outras espécies”, explica Martins.
Desde então, o bonsaísta fluminense iniciou experiências com a árvore e percebeu que as vantagens ultrapassavam a estética. “O jacaré se presta a qualquer trabalho, em qualquer estilo, oferece rápido desenvolvimento e facilidade de cultivo”, garante. “Brota e ‘galha’ muito rápido devido ao desenvolvimento acelerado. O que faz dele uma ótima alternativa, especialmente para quem está começando a praticar bonsai. Se a pessoa errar em uma poda, pode esperar alguns meses e tentar novamente”, complementa o bonsaísta Renato Bocabello, de São Paulo, SP.
Atualmente, Martins trabalha quase que exclusivamente com a espécie e já foi premiado no Concurso Mundial de Bonsai da associação japonesa JAL por três anos consecutivos (2000, 2001 e 2002), sempre em trabalhos com o jacaré. Ele retira as mudas diretamente da natureza, utilizando a técnica conhecida como ya-madori. Para tanto, Martins tem licença especial fornecida por órgãos ambientais e vale-se de seus conhecimentos específicos.

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