Espécies de grande porte e uma extensa área gramada transformaram os 3,6 mil metros quadrados destinados ao projeto paisagístico num cenário próprio para quem gosta de apreciar a natureza e sentir a tranqüilidade de um passeio no bosque.
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A proposta da paisagista foi fazer com que o espaço da propriedade crescesse tanto para frente quanto para trás. Por isso, a área de entrada da casa, que antes era totalmente de piso, foi transformada em jardim. Pouco a pouco, o aspecto frio do local foi sendo tomado pelo colorido da vegetação.
Na escolha das espécies, Ana Maria optou pela utilização do fórmio – que garante mais volume ao jardim -, de floríferas como a gardênia, o Ifrio-da-paz e a bromélia, além de bambu-mosso, agapanto, cróton e grama preta, cuja tonalidade de verde é mais escura. Para dar o contraste de cores, o acabamento ganhou novamente seixos rolados, seguindo o estilo do projeto.
PARA QUEBRAR O BRANCO, NADA MELHOR QUE O COLORIDO DOS JARDINS.
A reforma paisagística da clínica médica trouxe ao ambiente toques de alegria e aconchego, sentidos que afloram desde a entrada do local, onde o jardim principal dá as boas-vindas.
De uma parceria feita entre três estudantes de paisagismo nasceu este projeto. Elizete Pereira, Regina Prezotto e Amara Santos não pouparam esforços para reformar os jardins da clínica médica Crya, localizada em São Paulo. Executado recentemente, o trabalho garantiu mais vida aos ambientes externos e internos do local que conta com três pavimentos.
Logo na entrada, o jardim principal feito sobre a laje da sala de ultra-som traz um detalhe curioso: o projeto arquitetônico do local teve a preocupação em manter uma palmeira que passa por esta sala, atravessando a laje e compondo o projeto paisagístico acima.
Ao redor da palmeira, outras espécies complementam a paisagem, entre elas cróton, bromélias, clorofíto, nandinas, azulzinha e pingo de ouro. Vasos com verbena e onze-horas também fazem parte do conjunto.
O contorno das espécies foi feito em ziguezague com grama-azul e adornado com duas pedras de tamanho médio. A presença da grama-esmeralda como forração também é significativa, embora ainda não tenha alcançado pleno desenvolvimento.
Em uma das laterais do jardim a espécie coroa-de-cristo, com acabamento em brita, trouxe um toque de rusticidade ao ambiente. Além disso, lascas de madeira foram colocadas entre as plantas.
Na entrada da garagem, um estreito canteiro que antes era habitado por murtas recebeu atenção especial. “Retiramos as antigas espécies, trocamos toda a terra e plantamos somente ixoras”, diz Elizete, acrescentando que o desejo desta mudança partiu da proprietária da clínica. Apenas uma palmeira foi mantida neste canteiro, que ganhou o mesmo acabamento do jardim principal: lascas de madeira e bordas feitas em grama-azul.
Nos corredores internos, os jardins são a atração
Ao percorrer o pavimento térreo da clínica, dois jardins vistos através de paredes de vidro chamam a atenção. A iluminação natural foi complementada por luminárias que ajudam a destacar as espécies. Segundo Elizete, o ambiente exigia plantas que resistissem bem à umidade e temperaturas altas, já que a área foi destinada também a acomodar equipamentos de ar condicionado.
No cenário natural de um dos jardins, algumas rafis fazem fundo para moréias, lírios-da-paz, copos-de-leite, peperônias varie-gatas e marrons, três bromélias e um bambu mosso. Como acabamento foram utilizados pedriscos e seixos brancos.
O outro jardim, embora mantenha o mesmo estilo paisagístico do primeiro, ganhou mais algumas espécies como a ardízia -disposta em suas laterais – e exemplares de podocarpos.
Fonte d’água distrai o paciente na saia de espera
Nada mais agradável que o barulhinho da água entre o jardim para prender a atenção do paciente que aguarda o atendimento. Implantado nos mesmos moldes dos outros jardins internos, ou seja, com iluminação natural e visto através de paredes de vidro, o “jardim da Sala Vip”, como é chamado pelas paisagistas, conta com um atrativo a mais em sua composição: a fonte d’água confeccionada em pedra.
Para acompanhar a principal proposta deste ambiente, cujo tema é a água, a planta aquática mini-papiros ganhou um destaque especial. Bromélias exóticas, asplenium e bambu mosso ajudam a compor o visual agradável.
O musgo foi a espécie escolhida para a forração, enquanto o acabamento foi feito em pedrisco bege. Na mesma sala, uma cesta de cipó trançado com vários tipos de bromélias harmoniza ainda mais o espaço.
O terreno de 600 metros quadrados, localizado dentro do Condomínio Jardim Botânico, em Campinas – SP, apresentava grande dificuldade de acesso quando a decoradora e paisagista Cláudia Casella foi chamada para tentar solucionar o problema.
Com declividade acentuada, o imenso talude gramado representava um desafio aos jardineiros contratados periodicamente para cortar a grama. Em razão do difícil acesso, eles precisavam descer amarrados por cabos de aço, a fim de evitar possíveis quedas. Os proprietários do local já haviam decidido: iriam cimentar tudo. A idéia só foi descartada após ouvirem a proposta da paisagista.
Depois de analisar cuidadosamente o local, Cláudia realizou cortes em vários pontos da área. Com criatividade, usou toras de eucalipto tratado para dar sustentação às curvas de nível, o que trouxe um aspecto rústico ao ambiente.
Utilizando uma moto-serra, foram feitos desenhos ondulados nas peças de eucalipto para dar o acabamento. A grama esmeralda ganhou tratamento especial e um total de 50 mudas de palmeiras jerivás foi plantado na área. Os cortes feitos no terreno, além de melhorar o visual de toda a extensão, facilitaram o acesso dos jardineiros em épocas de poda.
Para que os jardineiros pudessem subir pela lateral do terreno, a paisagista criou escadas feitas com tocos de eucalipto, seguindo o mesmo estilo de acabamento dos cortes.
Na garagem, que também apresentava dificuldades de acesso, a solução veio através de uma escada com corrimão, confeccionada em eucalipto. A idéia teve como objetivo evitar a ocorrência de acidentes e acabou agradando ao proprietário, que usa o local com freqüência.
Mas o projeto paisagístico não parou por aí. Dentro da casa, numa área próxima à piscina, foram colocadas carriolas de cipó e diversos exemplares da espécie Vriesia imperialis, bromélias gigantes que garantiram um harmonioso toque tropical à propriedade.
Planejamento, criatividade e bom gosto podem transformar espaços com dificuldade de acesso ou declividade acentuada em belíssimas áreas verdes que ajudam a valorizar o projeto arquitetônico do local.
Se você é uma daquelas pessoas que possui um terreno acidentado e não sabe ainda o que vai fazer com ele, fique atento às sugestões da decoradora e paisagista Cláudia Casella. “Para tudo há sempre uma boa solução paisagística, desde um espaço totalmente cimentado até áreas com aclive ou declive acentuado”, diz.
Quando o problema é o cimento, a paisagista explica que basta quebrá-lo e iniciar o projeto. Já em casos de aclive de terreno, onde a casa fica muito abaixo do nível da rua, uma sugestão seria a criação de largos patamares, com espécies frutíferas formando várias escadas, ou ainda dar ao usuário a impressão de estar rodeado por um bosque.
“Outra idéia é fazer no local um jardim secreto, onde somente os proprietários podem ter a visão completa das plantas utilizadas e do ambiente criado ali. Além disso, daria para usar espécies como a lantana, por exemplo, que atraem borboletas e beija-flores”, sugere Cláudia.
Embora muitos imaginem que para realizar esse tipo de obra seria necessário dispor de investimentos altos, não é bem assim que funciona na prática. Ultimamente, o mercado já oferece materiais de qualidade, funcionais e que garantem um belo visual, como o eucalipto e a casca dè pinus, que podem ser adquiridos a um preço baixo.
Mas quando o assunto é terreno problemático, é preciso ter cautela. O primeiro passo para que se tenha um bom resultado final é procurar um profissional capacitado para estudar a área e encontrar soluções viáveis. Segundo a paisagista, quando o local envolve grandes volumes de terra, o ideal é consultar um arquiteto ou um engenheiro. “Somente depois entra o trabalho do paisagista”, completa.
Arte entre as flores.
Os relevos da linha Zen são executados por Sara Rosenberg e podem ser usados em jardins ao ar livre. Os protótipos das peças são modelados primeiramente em argila. A partir deles são criados os moldes, preenchidos com alumínio líquido incandescente reciclado. O toque final é a pintura eletrostática a pó. Toda coleção da artista está exposta na Galeria Arte Infinita.
Arrojado, o deque da piscina fica suspenso na montanha.
Deque criativo.
Apiscina conta com uma cascata e um caminho que leva até a ducha. De um lado, a grama dá continuidade ao verde dos arredores. Do outro, foi construído um deque de ipê suspenso e projetado dois metros em relação ao terreno em declive. O desenho do deque cria um efeito interessante ao dar continuidade às ondas que surgem na piscina quando a cascata está ligada. E, para interferir o mínimo na vista do horizonte que se apresenta à frente, foi escolhido um guarda-corpo fino, feito em tubo de melal fundido – material leve, mas resistente. No canto, entre a casa e a piscina, maciços de fátsia (Fatsia japônica) (1), maria-sem-vergonha (Impatiens walleriana) (2) e vasos de papoula-da-califórnia (Eschscholzia calilornicá)(3) completam o jardim.
Localizado no topo de uma montanha, o terreno para criar o jardim tinha declives de sobra. Daí surgiu o desafio de fazer um projeto que aproveitasse essas características, sem atrapalhar a vista de quase 300 graus para montanhas e florestas de araucárias. O resultado foi um projeto cheio de boas idéias e áreas de lazer no entorno da casa. integrando a vegetação com o visual da paisagem montanhosa. Confira os detalhes..
Jardim na montanha.
Inspire-se num projeto feito para aproveitar ao máximo a bela paisagem.
Um maciço de capim-dos-pampas (Cortaderia selloana) dá boas-vindas no caminho de paralelepípedos até a casa.
Os canteiros em frente à casa foram criados em três níveis que bordam a lateral da construção até a entrada no segundo andar.
Papiro-do-egito em detalhes.
■ Nome cientifico: Cyperus papyrus (papiro-do-egito), Cyperus papyrus ‘Nana’ (papiro-do-egito-anão) e Cyperus involucratus (sombrinha-chinesa).
■ Famflla: oiperáceas.
■ Origem: África tropical e Egito (Cyperus papirus) e Madagascar (Cyperus alternilolius).
■ Características: plantas aquáticas de 70 cm a 3 m de altura.
■ Luz: sol pleno.
■ Solo: 2/3 de argila e 1/3 de composto orgânico mantido sempre úmido.
■ Clima: quente e úmido. É pouco sensível ao frio e a ventos fortes.
■ Adubação: quando plantado em canteiros, use NPK 10-10-10 a cada mês durante a primavera e o verão. No outono e no inverno, não precisa adubar.
■ Propagação: por divisão de rizomas.











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