Papiro-do-egito em detalhes.
■ Nome cientifico: Cyperus papyrus (papiro-do-egito), Cyperus papyrus ‘Nana’ (papiro-do-egito-anão) e Cyperus involucratus (sombrinha-chinesa).
■ Famflla: oiperáceas.
■ Origem: África tropical e Egito (Cyperus papirus) e Madagascar (Cyperus alternilolius).
■ Características: plantas aquáticas de 70 cm a 3 m de altura.
■ Luz: sol pleno.
■ Solo: 2/3 de argila e 1/3 de composto orgânico mantido sempre úmido.
■ Clima: quente e úmido. É pouco sensível ao frio e a ventos fortes.
■ Adubação: quando plantado em canteiros, use NPK 10-10-10 a cada mês durante a primavera e o verão. No outono e no inverno, não precisa adubar.
■ Propagação: por divisão de rizomas.
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Nos dias atuais, o papiro como forma de registro tornou-se ultrapassado, mas a planta ainda é usada na nobre tarefa de embelezar os jardins. Os paisagistas são unânimes em elogiar a beleza da espécie aquática que realça ambientes próximos a lagos ou espelhos d’água. “Em jardineiras livres no meio de lagos ou espelhos d’água, o papiro cresce para todos os lados, proporcionando um efeito ‘ marcante”, diz o engenheiro agrônomo e paisagista Mauro Barros.
Com altura media de dois a três metros, o papiro-do-egito chama a atenção por sua cabeleira de 25 centímetros com aparência de “pom-pom”. No seu miolo, há um conjunto de flores quase imperceptíveis, com caráter ornamental secundário. O paisagista Raul Cânovas diz que a beleza da planta está mais na sua estrutura diferenciada, sem troncos, galhos ou flores
aparentes. “Papiros são ótimos para áreas externas. Em Bali por exemplo, eles são utilizados em vasos submersos na água”, diz Cânovas.
A cabeleira com aparência de “pom-pom” do papiro-do-egito cria uma interessante textura nos jardins aquáticos.
Caminhos criativos.
Qualquer mudança nos caminhos do jardim já revigora o ambiente. Basta trocar o material das pisadas ou criar um trecho extra de passeio para a novidade saltar aos olhos. No projeto, o paisagista Guga utilizou placas retangulares de cimento feitas na própria obra e assentadas de maneira intercalada com a grama. O material foi escolhido porque a passagem está localizada na entrada social da residência e é utilizada por pedestres e veículos. O desenho circular acompanha a fonte e, entre ela e o caminho, há mini-ixoras vermelhas coccinea
‘Compacta’) (1). Ao fundo, destaca-se uma belíssima tamareira das-canárias.
As placas retangulares do cimento foran assentadas-intercaladas com a grama, o que formou um desenho simples, mas interessante.
Mais um recanto aconchegante.
A mesma tática explicada para a área da piscina vale para o jardim: optar por pisos diferenciados resulta em um espaço totalmente novo. Aqui, a paisagista Vilma Guerreiro criou um recanto confortável em meio à área verde, apenas com duas poltronas, uma mesa de apoio e muita criatividade no trabalho com a pedra Mineira recortada no piso. O muro baixo delimita o ambiente sem tirar a vista do entorno que é apoiado por uma barreira verde de diversas plantas, como a dama-da-noite (Cestrum nocturnum) (4) que exala um agradável perfume. O espaço pode ser utilizado para diversas atividades, seja para ler um bom livro, tomar um chá ou conversar com os amigos.
O tratamento diferenciado no piso delimitou a área e deixou o espaço bem aconchegante.
Cantinhos aconchegantes.
Muitas áreas do jardim, às vezes, ficam aquém do seu potencial. Mas, basta um piso e alguns móveis para se ganhar um espaço aconchegante para contemplar as plantas. O ambiente à esquerda é um exemplo. Criado pela paisagista Marina Sinelle, o recanto recebeu poltronas e mesas de apoio. O destaque é o piso -de baixo custo, segundo a profissional – feito em cimento queimado com um mosaico central reproduzindo a rosa-dos-ventos (obra da artista Luyz Bazicche), que confere um ar sofisticado ao local.
Mais fácil ainda de executar é a sugestão da paisagista Bruna Rabello. O banco de madeira com futon e almofadas proporciona conforto e o entorno é complementado com ares europeus, graças às jardineiras com buxinhos {Buxus sempervirens) (1) podados e à cica {Cycas revoluta) (2). Perto dali, o vaso solitário contempla uma kaizuka {Juniperus chinensis “Torulosa”) (3). O piso é de pedrisco e o acesso, feito por meio de pisadas quadradas de madeira. Rústico, simples e charmoso.
Solução em estilo europeu: banco com almofadas e buxinhos topiados.
Esculturas vivas.
Colocar espécies de grande porte e apelo ornamental – chamadas de plantas esculturais – é uma solução cada vez mais comum nos jardins. E não é à toa. Esculturais como o pândano (Pandanus utilis), a pata-de-elefante {Beaucamea recurvala), a iuca (Yucca rostrata) e a árvore-dragão {Dracaena draco) têm plástica diferenciada (texturas, simetrias e formatos incomuns).
Também faz parte da lista, a tamareira (Phoenix daclylilera) (2). Neste projeto, destacam-se dois exemplares com tronco sinuoso e porte de cerca de 8 m. No Brasil, é muito raro ver tamareiras com porte tão vigoroso. Para realçar ainda mais a presença delas, o paisagista Guga compôs um maciço de begônias-asa-de-dragão (Begonia ‘Dragon Wing’) (3) no pé das palmeiras.
Segundo o engenheiro agrônomo Frederico Karam, o uso de esculturais merece cuidado. Para resguardar a individualidade de cada planta, não empregue a solução de forma excessiva. “Nos jardins, utilizamos várias caixas de forrações porque o atrativo é o conjunto. No caso das plantas esculturais, é o contrário. Plantando entre um e três exemplares, já temos resultado esperado”, , explica Karam.
O porte majestoso da tamareira é um bom exemplo do potencial paisagístico das plantas esculturais.
Varanda mais florida.
Espécies floridas em vasos conferem um toque especial à varanda. A lista é grande: violeta-africana (Saintpaulia ionantha), petúnia (Petunia x hybrida) e lantana (Lantana câmara) são algumas. Além disso, caso tenha um orquidário, aproveite para colocar os vasos que estiverem floridos na varanda. Assim, fica mais fácil admirá-los de perto.
Plantar trepadeiras e conduzi-las nos pilares também é uma idéia bastante acessível, como é o caso da primavera de colorido intenso, plantada para formar uma moldura na varanda à esquerda.
Outra utilização da primavera ocorre no projeto acima, criado pela arquiteta paisagista Maria Luiza Acetuno Carneiro. No alto da pérgola, foi instalada uma cobertura de vidro laminado 15 cm acima da estrutura. Isso formou um vão para que a trepadeira se desenvolvesse. Assim, a planta barra a luz do sol e o vidro, a água da chuva.
Na hora de decorar, opte por móveis resistentes à ação das chuvas, além de tecidos impermeáveis nas cortinas.
Duas utilizações para a primavera: cobrir o pergolado (acima) ou emoldurar a varanda (abaixo)
Estruturas para trepadeiras.
Caso a área seja um pouco maior, a paisagista Maria Luiza sugere a implantação de um pequeno gazebo multifuncional: com uma mesa redonda, o ambiente torna-se agradável para um chá, com bancos e poltronas confortáveis e mesas de apoio, vira um espaço para confraternização com espreguiçadeiras, é ideal para relaxar observando o verde. “Basta descobrir a vocação para transformá-lo no seu cantinho favorito,” define.
Outra proposta interessante, criada pelo paisagista Luiz Carlos Orsini, é apelar para as trepadeiras como a primavera (Bougainvillea spectabilis) mostrada à esquerda. No entorno do caramanchão, ele também usou muitas orquídeas catléias -uma paixão da proprietária da casa. No entorno, a paisagem foi completada com as flores da cássia-imperial Cássia fistula e dos maciços de moréias (Dietes bicolor).
Estruturas para trepadeiras.
Até na piscina, pergolados são ótimos para criar ambientes aconchegantes e sombreados. Nessa residência toi criada uma extensão da arquitetura por meio de um pergolado com trepadeira-jade (Strongylodon macrobotrys) (1). Originária das Filipinas, a espécie lem crescimento vigoroso e produz inflorescências verdes e pendentes. Desenvolve-se bem tanto sob sol pleno quanto meia-sombra. Só não suporta frio. 0 resultado foi um jardim lateral com ofiopógos (Ophiopogon jaburan ‘Aureo-variegata’) (2) ladeando os moveis.
A florada da trepadeira-jade é impressionante e realça qualquer ambiente.
O ambiente da piscina ganhou mais cor com as flores da primavera, da cássia-imperial e das orquídeas














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