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Monday, July 22nd, 2013 | Author:

Mito do sereno:
“É verdade que molhar o jardim para retirar o sereno da manhã queima as plantas?”
Oi, Célia! Desconheço essa informação. As recomendações de irrigação nas lavouras, na maioria das culturas, indicam para que sejam feitas no período da manhã. Muitos fungos que causam doenças em plantas se aproveitam da umidade do final da tarde para penetrar nas folhas. A rega também depende de vários outros fatores, como umidade do solo substrato, fase de crescimento e tipo de espécies.

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Monday, July 01st, 2013 | Author:

O projeto de paisagismo foi implementado pela paisagista Iara Kila-ris, responsável pelo quê tropical do jardim. Ela incorporou plantas ao redor da construção, com destaque para as palmeiras, moréias, buxi-nhos, estrelítzias e grama-esmeralda. A casa é perfeita para os meses de férias, de sol, de sombra, de relaxamento intenso e de tudo de bom que um recanto assim pode oferecer.
Dos sonhos de perfeito veraneio à realidade, eis que surge a dinâmica construção assinada pelo arquiteto Aquiles Nícolas Kilaris, que explora em tempo integral seu gosto pelas curvas, transportando para dentro da casa o movimento sugerido pelo vaivém das ondas que ficam a pouco mais de 100 metros do imóvel. Aqui, cada detalhe foi planejado para que o sol e o vento tomassem a propriedade, dispensando a energia elétrica durante o dia e privilegiando a beleza inquestionável do cenário. Assim foi erguida a residência com traços contemporâneos, mas que também resgata o clássico com suas colunatas e frisos, numa dança simétrica e harmônica. “Nossa idéia era projetar detalhes tanto no interior como no exterior que seguissem a concepção original”, argumenta o expert das formas.
Vale notar que os ambientes deste projeto ultrapassam os padrões usuais e revelam-se dispostos em ângulos, o que proporciona maior amplitude e integração na relação interior-exterior da residência. Com essa alternância de linhas retas e curvas, cada janela da casa foi contemplada com um cenário distinto e agradável, com visão privilegiada para a mata nativa. “Todas as fachadas foram trabalhadas, tanto na frente como no fundo. Além disso, as varandas e sacadas abraçam o jardim e a área de lazer, num contato direto com o living e os dormitórios”, revela o arquiteto.

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Monday, May 20th, 2013 | Author:

Dois ambientes:
Não havia outro lugar para colocar o condicionador de ar, a não ser a varanda, cujo espaço para um projeto paisagístico já era reduzido. “Percebi que o ar-condicionado não conviveria harmoniosamente com o projeto”, diz Patrícia Prétola, paisagista. Ela conta que resolveu, então, dividir o ambiente em dois espaços distintos. Um deles, menor, ela usaria para dispor o sistema de refrigeração; o outro ficaria disponível para a execução do jardim. Para separá-los foi usada uma jardineira de metal. Nela, foram plantadas espécies com crescimento vertical. Acima do ar-condicionado, há uma jardineira com hera (Hedera helix). Patrícia explica que a espécie suporta o forte calor expelido pelo refrigerador de are, além disso, adapta-se bem a áreas de meia-sombra.

Tuesday, May 07th, 2013 | Author:

JARDIM COMERCIAL:
“Pequeno grande” problema.
O sistema de refrigeração deste empório é gigantesco. Pudera. O local mantém geladeiras ligadas o dia todo. Nelas ficam acondicionados alguns alimentos vendidos no armazém. “Foi preciso projetar um painel de madeira para disfarçar os ares-condicionados”, conta Maria Helena Cruz, paisagista responsável pela obra.
No último nível do painel, foi afixado internamente um suporte, em cuja superfície foram colocadas jardineiras. Cipós-uva (Cissus rhombifolia) foram dispostos no lugar. Com o decorrer do tempo, a espécie, pendente, deve cobrir todo o painel e fechar os vãos entre as placas. Hoje, através deles, ainda é possível entrever os condicionadores de ar.

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Monday, March 25th, 2013 | Author:

Sol, piscina, família e amigos. Ingredientes perfeitos para um fim de semana inesquecível, ainda mais quando integrados à natureza. Desfrutar de momentos como esse, nos dias de hoje, é um privilégio. Este sítio, localizado no interior de São Paulo, tem tudo isso e um pouco mais.
De acordo com a paisagista Ivani Kubo, os proprietários precisavam que o jardim estivesse pronto em cinco dias, já que a família iria passar as festas de fim de ano no local. “Além do curto prazo, eles queriam que fosse de fácil manutenção e que tivesse um visual agradável.”

BONITO, AGRADÁVEL E PRÁTICO, EM CINCO DIAS:
O paisagismo realçou ainda mais o ambiente alegre da residência. Ivani utilizou diferentes espécies para criar o espaço, entre elas, diversos tipos de tuias, palmeiras-fênix (Pboenix roebelinii), moréias (Dietes iridioides), bromélias (Aecbmea chantinü), pinheiros-budistas (Podocarpus macrophyllus), alamandas (Allamanda cathartica), gardênias (Gardênia jasminoi-des), bambuzas (Bambusa gracilis) e fórmios (Pbormium tenax).

A arquitetura também sofreu algumas alterações, como o acesso de madeira que foi colocado para interligar a área da casa com a de lazer. “Fiz uma excelente parceria com o arquiteto Reinaldo Rosemberg, que ampliou toda essa área”, conta. “Em 25 anos de profissão, foi o projeto que mais gostei de ter executado.

Thursday, March 14th, 2013 | Author:

DAR VIDA AO MURO.
Este foi o pedido que os moradores da residência fizeram às paisagistas. “Tínhamos diversas opções a serem trabalhadas, mas os proprietários não queriam espécies pequenas do lado de fora da casa.”
Para criar uma composição entre a calçada e o muro, foram colocados, de maneira assimétrica, exemplares de resedá (Lagestromia indica). “Optamos por espécies já adultas. Com troncos formados, produzem um belo visual por meio de suas copas delimitadas e floridas”, explicam.
Em relação à calçada, foi criada uma passagem mais natural. “Não deixamos apenas grama, porque nos dias de chuva os pedestres poderiam escorregar. Insenmos lajões de pedra Ouro Preto, colocadas irregularmente.”
A iluminação também foi projetada pelas paisagistas, para valorizar o jardim e a arquitetura do local. “Sem falar no quesito segurança.”
De acordo com as profissionais, para manter qualquer tipo de jardim sempre saudável e bonito, mesmo que seja pequeno, é necessário combater as ervas daninhas e as pragas, adubálo periodicamente e fazer uma manutenção constante, com o auxílio de profissionais qualificados. Está dado o recado!

Saturday, February 23rd, 2013 | Author:

“Quais as dicas para a poda de floreiras, como o bico-de-papagaio?” Joana da Silva – Rio de Janeiro/RJ
A poda deve se iniciar com equipamentos adequados, como podões, tesouras, facas de jardim, luvas e serrotes de poda. Em plantas que emitem flores, existe uma regra geral: ela deve ser feita após 30 e 40 dias do final da floração. Além disso, recomenda-se também a retirada das flores secas e dos ramos deficientes. Para arbustos, deve-se retirar os galhos mortos, os entrelaçados e os fracos. Normalmente, após a poda, é recomendada a utilização de um cicatrizante.

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Tuesday, February 19th, 2013 | Author:

“Por que minha parreira frutifica pouco, apesar de receber poda e irrigação?” Rose da Silva – Barra do Piraí/RJ

A produção média de um pé adulto de uva fica entre 2 e 5kg por ano. A adubação deve ser feita no início da frutificação e as podas nos meses de inverno (devido à dormência), além da necessidade de realizar um bom controle preventivo contra pragas e doenças no início da frutificação. Seguindo estes detalhes, a produtividade poderá aumentar. Um outro problema pode ser com relação ao clima. Normalmente, esta planta prefere temperaturas mais frias e amenas. Observe também se não há infestação de uma praga chamada pérola-da-terra. Neste caso, o ideal é consultar um técnico especializado.

Tuesday, February 07th, 2012 | Author:

A arquiteto paisagista Thais de Freitas Ayres recebeu a equipe da revista Coisas de Jardim para falor sobre seu trabalho e suas impressões do mercado paisagístico no Brasil.

Graduada pela Faculdade de Arquitetura Mackenzie desde 1979, Thais de Freitas Ayres atua na área de paisagismo há dez anos, em São Paulo. Seu interesse pelo assunto surgiu há cerca de 15 anos, após abrir um escritório de arquitetura e perceber a enorme procura por projetos paisagísticos na região em que atuava.
A partir daí, fez cursos de aperfeiçoamento no Viveiro Manequinho Lopes, no Parque do Ibirapuera, e na ESPADE -Escola Paulista de Decoração -e passou a trabalhar somente com paisagismo de interiores e exteriores e algumas reformas arquitetônicas, especificamente em áreas de lazer.
Atualmente, a paisagista desenvolve projetos em várias regiões do Estado e implanta inclusive jardins baseados no Feng Shui – arte milenar chinesa que propõe a harmonização de ambientes.
Cf – O mercado paisagístico no Brasil tem crescido bastante nos últimos anos. Na sua opinião, quais seriam os principais fatores que têm alavancado este setor?
Thais -Acredito que a conscientização das pessoas com o meio ambiente seria um dos fatores para esse crescimento, além do sentimento de querermos ficar ao lado do verde numa cidade como São Paulo.
CJ – Você vê esse crescimento como algo positivo?
Thais – Hoje, no Brasil, esse mercado está crescendo muito, pois as pessoas buscam um pouco mais de verde em suas casas, por menor que sejam elas. Isso faz a concorrência aumentar e faz com que o paisagista se esforce cada vez mais para ser um bom profissional.
CJ – Então você acredita que o mercado paisagístico ainda tem para onde crescer?
Thais-Tem várias possibilidades de crescimento. Nós ainda estamos caminhando nesta área. Não podemos esquecer que as pessoas passaram a dar valor para o verde há pouco tempo.
Cf-As parcerias acontecem cada vez com mais freqüência em todos os ramos de negócio. No paisagismo não é diferente e o resultado são as grandes empresas. Você acha que de alguma maneira isso ameaça o trabalho dos profissionais autônomos?
Thais – Acredito que estimulem o profissional a melhorar seu desempenho cada vez mais e essas parcerias fazem com que as pessoas comprem algo com um paisagismo bem elaborado, fazendo com que comecem a ver o paisagismo como algo importante para a qualidade de vida delas e não como algo fútil.
CJ – Vamos falar um pouco sobre o seu trabalho. Você tem um estilo definido nos projetos que realiza?
Thais – Não tenho um estilo. O clima da região e a arquitetura do local é que definem o projeto. Particularmente, gosto de coisas mais “cleans”.
CJ – Na hora de elaborar um projeto, quais são os critérios que você leva em consideração para obter bons resultados?
Thais – Em primeiro lugar, o clima do local, a posição do sol e a partir daí começo a elaborar o projeto observando formas, cores e texturas das plantas e acessórios.
CJ – Em que você costuma se inspirar?
Thais – Gosto de observar a arquitetura da casa e, com o projeto paisagístico, valorizá-la.
CJ – Dá para atender a todos os desejos do cliente?
Thais – Nem sempre. E tudo vai depender do desejo.
CJ – É comum ouvirmos profissionais do paisagismo reclamando da falta de manutenção após a implantação de um projeto. Gostaria que você falasse um pouco aos nossos leitores sobre a importância da necessidade desta manutenção e por que isso geralmente não acontece.
Thais – Ela é muito importante. Primeiro para não haver alterações nas propostas originais. Depois, para que o jardim permaneça sempre vistoso, florido e saudável. Afinal, o cliente tem um custo que muitas vezes é alto e ele não quer perder isso. As pessoas acham alto o investimento numa manutenção, mas esquecem que para se ter algo sempre bonito é preciso “alimentá-lo” corretamente.
CJ – O Ceasa/Ceagesp continua sendo o principal distribuidor de plantas e acessórios para os profissionais do paisagismo em São Paulo?
Thais – Atualmente não acredito que seja o principal. Estão surgindo lugares em diversos bairros com ótimos e diferenciados produtos.
CJ – A cada novo trabalho realizado você costuma modificar algo em seus conceitos de trabalho, baseando-se no que já fez de errado?
Thais – Sim, pois sem esta correção não haveria evolução profissional.
CJ – Qual é o perfil do seu público consumidor?
Thais – Não há um perfil definido. Atendo a casais jovens e sua primeira casa, idosos, solteiros…
CJ – Você acredita que um dia todas as classes econômicas terão acesso aos serviços de um paisagista?
Thais – Nos projetos de habitação popular geralmente o paisagismo já está incluído, mas o que falta é o incentivo das prefeituras no que diz respeito ao fornecimento de material para que as pessoas possam cultivar um jardim. Outro problema é a falta de conscientização dos moradores de que o paisagismo traz melhor qualidade de vida. Uma solução seria a criação de progra-
mas de educação ambiental nas comunidades mais carentes.
CJ -O Brasil conta com publicações suficientes para atender às necessidades dos profissionais da área?
Thais – Agora é que estão surgindo publicações mensais. Antes existiam duas, hoje temos de cinco a seis. Quanto a livros nacionais, são pouquíssimos.
CJ – Como você avalia essa febre de consumo por trabalhos paisagísticos realizados sob os preceitos do Feng Shui?
Thais – Acho que as pessoas estão buscando algo mais espiritual para suas vidas, mas é preciso ter cuidado, pois quando algo vira febre, sempre aparecem os que querem se aproveitar. Afinal, são anos de estudo para que se possa desenvolver todas as técnicas de trabalho adequadas.
CJ – Quais sãos os cuidados que se deve ter ao contratar profissionais que prestam consultoria em Feng Shui?
Thais – Informações com quem já fez, mas mesmo assim fica difícil saber quem é a pessoa, onde e com quem estudou, etc. Discernimento e “feeling” são as melhores armas.
CJ – Para finalizar, qual seria o seu conselho para as pessoas que estão iniciando agora neste ramo de atividade?
Thais – Gostar muito do que faz, estudar tudo sempre, e para mim algo muito importante: ser honesto com o cliente.

Wednesday, December 28th, 2011 | Author:

“Uma fazenda com palmeiras-imperiais enfileiradas é muito clássico ”
Raul: Você é conhecido por fazer jardins clássicos. Por que escolheu esse estilo?
Riscala: Gosto de tudo clássico: arquitetura, jardins, roupas…
Manoel: Noto que muitos paisagistas têm dificuldade de definir o que é um jardim clássico. Qual sua opinião?
Riscala: Clássico não significa estilo francês ou inglês. Quero combater um pouco essa teoria. Para mim, uma fazenda com 15 palmeiras-imperiais enfileiras de cada lado é a coisa mais clássica que pode existir. Considero meu jardim da Casa Cor deste ano muito clássico e ele não tem nada de francês. Tem esculturas tailandesas, um Buda de pedra, topiarias de tumbérgia-arbustiva, fundo preto que contrasta com o verde das plantas. Quando o Gil Fialho fala em defender o jardim tropical, eu acho legal. Mas se você for criar um jardim tropical numa casa de estilo muito clássico, pelo menos, faça um tropical clássico. Estilo é uma coisa em que você não pode fugir demais, senão faz bobagem. Também penso muito na qualidade. Jardim tem que durar. Aí vem minha preocupação com esse novo paisagismo. Acho que as pessoas não pensam em longo prazo.
Roberto: Como fazer para ganhar a confiança do cliente?
Riscala: Primeiro é estar disponível. Vivem me dizendo: “É fácil falar com você. Com os outros é tão difícil”. Mas, espera um pouquinho: somos paisagistas, não donos de banco. Acho esse glamour um pouco exagerado. Quando alguém liga para meu escritório, se for necessário, a secretária dá meu celular e eu resolvo o problema na hora. Gosto do relacionamento humano e de como entramos na casa e na vida das pessoas. Durante anos, fui o paisagista do banco Excel. Eu era a única pessoa autorizada a entrar na sala da presidência sem crachá. Isso para mim era uma honra. Ninguém do banco podia.
Manoel: Pelo jeito, você atende clientes importantes, não?
Riscala: Também não dá para viver só fazendo jardins para milionários. Quando comecei com a Neiva, só ela atendia milionários. Depois foi a Maria João, agora é o Gilberto Elkis, amanhã não sei quem será.
Manoel: Como assim? Riscala: Em 1995, eu era o máximo. Meu escritório bombava. Naquela época, muitos paisagistas eram tratados como deuses. Onde anda esse pessoal hoje? A vida é cíclica. Não trabalho por esporte. Eu escolhi o paisagismo para ser minha atividade pelo resto da vida.
Roberto: Como foi essa sua época de celebridade?
Riscala: Na tentativa de abraçar tudo, meti muito os pés pelas mãos. Eu tinha uma estrutura grande, comum em vários escritórios atuais. Hoje está mais fácil: muita gente se forma em arquitetura, a ABAP (Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas) é mais atuante, existem mais livros e mil coisas que colaboram.
Roberto: Qual foi seu maior erro no seu período de celebridade?
Riscala: Pegar muita coisa e viajar ao mesmo tempo. Eu era celebridade, uma hora estava na Europa, outra na Argentina… Me diziam: “Você tem que fazer o trabalho.” E eu respondia: “Não. Alguém resolve isso para mim”. Daí descobri que assistente era uma encrenca. Tem outra coisa, é preciso administrar. No meu caso, executo e crio jardins. Meu escritório de paisagismo é uma empresa.
Raul: Você fez um estágio com Burle Marx?
Riscala: Freqüentei a casa de Burle Marx por três meses. Fui lá e perguntei se ele podia me ensinar algo. “Nada”, ele respondeu. “Vai andar pelo sítio que você aprende. Estou pintando agora”. Tenho uma foto desse momento em que ele pintava um quadro. Até hoje procuro este quadro para comprar.
Raul: Burle Marx é um ponto entre a arquitetura e botânica. Ele se dava muito bem com as duas.
Riscala: Burle Marx era um excelente “fazedor de desenhos”, como eu chamo. Qualquer projeto dele forma um quadro digno de ser pendurado na parede. Isso me surpreendeu no trabalho dele. O cara entendia tanto de botânica que desenhava grandes manchas e depois escolhia as plantas.
Roberto: Já que você trabalha com estruturas, quais suas dicas para fazer uma piscina eficiente?
Riscala: Segurança é essencial. Se você tem filhos pequenos, por que fazer uma piscina com revestimento de vidro? Há o risco de uma criança passar a mão e se cortar. Muitas vezes o cliente pede para colocar vidrotil e não se importa com o resto. Também acho o vidrotil a coisa mais linda do mundo, mas para situações específicas. Outro erro freqüente são as sombras. O sol do inverno é muito baixo em relação ao sol do verão. Hoje em dia, com essa mania de construir casas altas, muitas vezes faz sombra no jardim inteiro durante o inverno. Aí entra a conversa do paisagista com o arquiteto. O arquiteto projeta a piscina, mas o paisagista pode pedir para trocá-la de lugar. É fundamental que os dois profissionais trabalhem juntos.
Manoel: E sobre o entorno da piscina? Há alguma dica?
Riscala: E comum o uso de borda escura ou usar grandes deques de madeira na piscina. No calor, o piso esquenta muito e não dá para andar. Estamos em um país tropical. Madeira você tem que intercalar com outras coisas. Pode ser um piso Solarium ou de pedra. A cor do revestimento da piscina também engana. Dentro da água, a cor escurece um tom. Então, para chegar na cor desejada, precisa colocar uma pastilha mais clara.