Arquivado em la Categoría » Dicas jardim «

Monday, December 26th, 2011 | Author:

Defensor do clássico.
Roberto Riscalaé daqueles paisagistas que têm o trabalho mais voltado para a parte estrutural do jardim. Entre 1980 e 85, estudou Arquitetura. “Mas, por causa de diversas greves nas faculdades, nunca fui buscar o diploma”, conta. Mesmo com essa formação, demorou alguns anos até encarar para valer a carreira de arquiteto paisagista (ou arquiteto de exteriores, como ele prefere chamar). Só depois de trabalhar quatro anos com a renomada paisagista Neiva Rizzoto, Riscala decidiu abrir seu próprio escritório. A partir disso, não parou mais de criar seus jardins, geralmente de estilo clássico. Aliás, o profissional defende uma releitura do termo “clássico”. Segundo ele, o conceito é mais abrangente e não pode virar sinônimo de jardim francês – o clássico vai além e pode contar até com plantas tropicais. Confira os detalhes em nossa entrevista.
Manoel de Souza: Quando você se decidiu pela carreira de paisagista?
Roberto Riscala: Eu já trabalhava há quatro anos com a Neiva e descobri que curlia desenhar estruturas, e o jardim era a moldura disso tudo. Na parte botânica, nunca fui excelente. Tanto que não tenho viveiro e não é uma coisa em que eu aposto. Gosto de pegar a casa e desenhar a parte exlerna: o piso, a iluminação, a piscina. Comecei a me dar muito bem com isso. Muitas pessoas diziam: “Você faz também a piscina? Pensava que você só fazia o jardim. Então, vem cá. Quero lambem uma pérgola, um piso…” Saquei isso e comecei a desenvolver meu trabalho nessa área,
Manoel: Seu conhecimento de plantas era restrito, então?
Riscala: E continua sendo. Tenho 20 anos de profissão, mas nunca estudei muito as plantas. Quando preciso, peço ajuda.
Roberto Araújo: Conhecer plantas não é requisito para ser paisagista?
Riscala: Ajuda muito. Mas é possível fazer arquitetura externa – que é como eu me apresento no meu cartão de visitas – sem conhecer plantas profundamente. Temos um problema de nomenclatura. Nos EUA, Landscape Architect é uma coisa. Gardener, é outra. No Brasil, todo mundo que trabalha nessa área é chamado de paisagista. Paisagista, aliás, é também o cara que pinta paisagens. Pode procurar no Aurélio.
Raul Cànovas: Na verdade, o termo “arquiteto paisagista” surgiu para estar descrever o trabalho feito pelo Frederick Law Olmstead, durante a criação do Central Park em Nova York, no século 19.
Roberto: Quais elementos você usa para fazer seu trabalho de arquitetura de exteriores?
Riscala: Meu foco principal é dar continuidade ao trabalho do arquiteto, que pára na porta. Isso é um defeito da arquitetura brasileira. Ela não olha o conjunto. Você vai para a Europa, para Buenos Aires e vê que existe um conjunto. O portão do zoológico é igual ao do jardim botânico… Aprendi isso com a Neiva. No paisagismo, deve-se usar poucos elementos para que tudo não vire uma colcha de retalhos.
Manoel: Quais estruturas as pessoas mais pedem para as casas de campo?
Riscala: Elas querem tudo. Tenho que segurar um pouco esse anseio. O cliente acha que o ambiente da churrasqueira precisa de fogão quatro bocas, forno de pizza, fogão à lenha, geladeira duplex… Se colocar tudo, é necessário um espaço de 100 m. Nem todo mundo dispõe de uma área para construir um anexo deste tamanho.
Manoel: Isso também encarece o projeto, não é?
Riscala: Paisagismo não é caro. O bacana é que o projeto pode ser executado em várias partes. Pode-se fazer agora a piscina, no ano que vem o jardim, no outro ano a iluminação… Só precisa seguir o mesmo projeto sempre e manter a harmonia.
Roberto: Em nosso último bate-papo no jardim (Natureza 222), o paisagista Gil Fialho deixou claro que defende o estilo tropical. Você segue alguma causa ou se preocupa só em fazer a vontade do cliente? Riscala: O Gil tem a meta dele. Eu tenho uma coisa de tentar fazer o que gosto. Sigo a vontade do cliente, muitas vezes, não deixando ele fazer besteira. Jardim custa caro e o cliente não pode perder dinheiro. Além disso, é o meu nome que vai na frente.

Saturday, December 24th, 2011 | Author:

O canteiro na laje deve ser proporcional às plantas.
A espessura da camada de terra do canteiro deve ser proporcional às espécies que serão cultivadas- “E uma questão de planejamento”, diz Walter. Para plantas pequenas e de médio porte, 40 cm de profundidade são suficientes. Para árvores e palmeiras, a camada de terra deve ter cerca de 60 cm ou mais. “Deve existir uma proporção entre o torrão e a copa da árvore” explica.
Quanto ao peso acrescentado à laje, Doering comenta que as obras atuais são construídas com canteiros de 40 cm de profundidade e costumam suportar, sem problema, o peso do jardim. Mas observa que existem dicas para diminuir a pressão sobre a estrutura. Misturar a terra com argila expandida – ou até isopor – é uma delas. Sem acumular tanta água, o peso sobre a laje diminui até 30%. Outra sugestão é fazer um planejamento cuidadoso das plantas do jardim, cultivando as maiores em pontos mais reforçados, como em cima de alguma coluna de sustentação.
Doering repara que todos esses preparativos e cuidados não garantem apenas a preservação da laje, mas também fornecem às plantas o que elas precisam para se desenvolver saudáveis após atingir o porte adulto. “As plantas, em especial as árvores, deixaram de ser apenas elementos ornamentais. Hoje são indispensáveis para o convívio nos grandes centros urbanos. Por isso, os paisagistas precisam acompanhar os projetos nas lajes desde o começo para ajudar na escolha das espécies”, finaliza. Essa é a garantia de um jardim eficiente e duradouro.
Para forçar menos a laje, uma estratégia é deixar os elementos mais pesados do jardim sobre as colunas.

Thursday, December 22nd, 2011 | Author:

MONTAGEM DO CANTEIRO.
Com a laje devidamente preparada para receber o jardim, é hora de começar a implantação do canteiro. O ideal é começar com uma camada de 5 a 10 cm de pedras brita ou argila expandida, que são impermeáveis e não acumulam água.
Por cima dela, estenda uma manta geotêxtil – tecido de poliéster que funciona como um grande coador – pois segura a terra e deixa a água passar.

Monday, December 19th, 2011 | Author:

SUGESTÃO INOVADORA.
Outro cuidado básico é dar atenção extra ao projeto da parte hidráulica da laje. Doering explica que geralmente a camada onde se encontra o ralo é rebaixada em 5 cm, para que a água acumulada da chuva escorra até ele. E uma solução eficiente, mas não a única. Doering sugere fazer o contrário: colocar o ralo 5 cm acima e, com isso, criar um lençol freático artificial. O objetivo desse sistema é manter uma condição ininterrupta de alimentação para a planta e impedir que suas raízes procurem água na tubulação do ambiente através do ralo (veja esquema acima). “Quando as raízes da planta encontram a água, não têm motivo para crescerem pela tubulação”, explica o profissional.
Os engenheiros ainda estão reticentes com essa inovação. Antes de torná-la padrão, querem certeza de que tipo de impermeabilização é necessária para a laje suportar uma faixa constante de água. Walter Doering defende sua idéia citando o conceituado arquiteto Paulo Mendes da Rocha, responsável pelo projeto do Museu Brasileiro de Escultura, localizado da cidade de São Paulo. Mendes ficou famoso ao planejar um prédio que retinha água no topo para evitar a expansão e retração do concreto, que costuma provocar rachaduras no edifício.
Outro argumento de Doering: hoje existem tintas e produtos -como a manta asfáltica – com tecnologia suficiente para suportar a água, sem deixá-la infiltrar no concreto. Isso sem contar que o lençol freático é ecologicamente correto pois reaproveita a água da chuva e diminui a necessidade de regas. Por enquanto a discussão está cm andamento, o sistema tradicional – com o ralo rebaixado – continua sendo o mais usado.

Saturday, December 17th, 2011 | Author:

Aqui o profissional fica por dentro do que acontece no mercado.
SOLUÇÕES PROFISSIONAIS:
Os segredos dos jardins suspensos.
Os espaços das lajes têm sido cada vez mais usados para jardins. Encomendas costumam vir de clientes que moram em prédios com coberturas ou sacadas, ou mesmo em casas com vastas lajes. É essencial que o paisagista tenha informações para lidar com essa situação ímpar. Fazer o canteiro é fácil, mas o espaço necessita de cuidados especiais como impermeabilização, projeto hidráulico e escolha correta de plantas. Uma obra não planejada ou mal executada significa risco de vazamentos ou invasões de raízes na tubulação da casa, entre outros problemas.
A primeira coisa a se pensar é no escoamento da água da chuva. Para que a água siga seu caminho sem se infiltrar na laje – que muitas vezes é também o teto da casa – é preciso caprichar na impermeabilização do ambiente. Evite fazer isso por conta própria. “Existem empresas especializadas que traçam projetos de acordo com o tamanho da laje e podem garantir uma impermeabilização perfeita e duradora”, explica Walter Doering, executor de jardins há mais de 40 anos no ramo. Além disso, muitas empresas oferecem garantia no serviço.
Projetar jardins em laje exige alguns cuidados específicos para evitar problemas futuros.

Friday, December 09th, 2011 | Author:

Gardênia com problemas.
Tenho uma gardênia com cerca de nove anos. Há algum tempo seus galhos e folhas vêm sendo atacados por uma fuligem preta. O que devo fazer?

Responde:
Pelos sintomas, parece ser um ataque de pulgões. Essas fuligens que você menciona são conhecidas como fumagina. O controle é feito com inseticidas específicos para pulgões e formigas, vendidos em garden centers. As folhas que ficaram pretas podem ser limpas manualmente, com a ajuda de um pano úmido. Para evitar que outras folhas sejam contaminadas, realize o controle dos pulgões logo no início do ataque.

Wednesday, December 07th, 2011 | Author:

Conífera diferente.
Gostaria de saber mais sobre o pinheiro-do-brejo. Ele è realmente uma Conífera? Seu visual é muito diferente dos pinheiros tradicionais.

Responde:
Sim, apesar da aparência diferenciada com folhas semelhantes às das árvores normais, o pinheiro-do-brejo é uma conífera originária da América do Norte, e que atinge até 50 m de altura. A planta c própria para regiões frias e, de preferência, com solo úmido, devido à sua origem (à beira de rios e lagos). Seu visual ganha aspecto mais ornamental durante o outono c o inverno, quando suas folhas ficam avermelhadas. Uma dica essencial para o cultivo é caprichar nas regas dia sim, dia não, para manter a umidade do solo. Sua multiplicação é feita por sementes, que podem ser colhidas entre janeiro e abril.

Monday, December 05th, 2011 | Author:

Como cultivar o flamboyant por sementes.
Tenho sementes de flamboyant e preciso saber quando e como plantá-las.

Responde:
O início da primavera é o melhor período para plantar suas sementes. Mas, antes, é preciso quebrar a dormência das sementes, lixando uma de suas extremidades ou esfregando-a em alguma superfície áspera. Depois deixe de molho em água quente (fervida a 80°C mais ou menos) por cinco minutos. Esse processo facilita a absorção de água pela semente.
Você pode plantar sua semente de flamboyant (Delonix regia) em um recipiente individual, com substrato argiloso. Basta enterrar a semente numa profundidade equivalente a três vezes o tamanho dela e manter os recipientes à meia-sombra. Regue regularmente. A germinação ocorre após 15 dias e, quando a muda estiver com 50 cm, já pode ser plantada em local definitivo.

Friday, December 02nd, 2011 | Author:

Mais flores para a estrelítzia.
Gostaria que minha estrelítzia desse mais flores. O que fazer para isso?
Responde:
Para aumentar sua florada, adube sua estrelítzia com 400 g de composto orgânico (húmus ou estéreo bem curtido de gado) e 250 g de NPK 4-14-8, encontrados facilmente em lojas especializadas em jardinagem. Repare também se o solo está sempre úmido. A estrelítzia gosta de água e o ideal é regá-la dia sim, dia não, principalmente se a região for muito quente, pois a planta é de clima subtropical.
Herbácea perene, a estreíítzia pode ser usada no jardim para formar grandes maciços coloridos, devido ao seu porte de até 1,5 m de altura. Também pode ser usada como flor de corte.

Publicado em: Dicas jardim  | Tags:  | Deixe um comentário
Wednesday, November 30th, 2011 | Author:

Trepadeira-jade em detalhes.
Preciso de algumas dicas para cultivar uma trepadeira-jade.
Responde:
A jade é uma trepadeira muito ornamental, originária das Filipinas. Nos jardins, é indicada para cobrir caramanchõcs e pórgolas, o que valoriza suas exóticas flores que surgem em forma de cachos pendentes entre o fim do inverno e o início do verão e são azul-esverdeadas, daí o nome popular “jade”.
A trepadeira-jade tem crescimento vigoroso e passa facilmente os 8 m de comprimento. Pode ser cultivada sob sol pleno ou meia-sombra, em regiões tropicais ou subtropicais. Só evite plantá-la em locais de frio intenso, como as regiões de altitude superior a 1.000 m.
Sua propagação é feita pela estaquia da ponta de ramos, um processo bem acessível. Para isso, separe estacas de cerca de 15 cm de comprimento e com duas ou três gemas. Evite as estacas muito grossas.
Depois, retire as folhas da base, mantendo só umas duas folhas na parte superior. Enterre 1/3 do seu comprimento em solo arenoso e rico em matéria orgânica (húmus de minhoca e farinha de osso). Para acelerar o enraizamento, use hormônios encontrados em casas especializadas em jardinagem. Após seis meses, adube com NPK 4-14-8. Isso estimula a floração e fortalece a trepadeira.