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Saturday, October 27th, 2012 | Author:

Alinhada com os projetos de responsabilidade-ambiental e os programas de preservação da biodiversidade, a Faber-Castell acaba de lançar uma nova linha de canetas ecologicamente corretas. Dessa vez, a inovação fica por conta do material que reveste os objetos: a madeira do coqueiro. Apresentada em diferentes tons de preto e marrom, a série Ambition Coco possui quatro modelos: esferográfica, tinteiro, roller e lapiseira

Friday, July 13th, 2012 | Author:

A senhora acha que essa questão do desconhecimento acontece em função da falta de uma política de educação ambiental?

Totalmente. Hoje mesmo fiz parte de uma banca de graduação na Faculdade de Arquitetura do Mackenzie e o foco da questão eram os centros de educação ambiental. E um assunto muito sério, se o cidadão não é conscientizado, ele acha que o cerrado, por exemplo, é mato, não sabe o potencial que aquela vegetação tem, não conhece a diversidade de flores, frutos e árvores. Por isso, quanto mais a gente divulgar e mais pessoas tiverem essa consciência, tanto mais serão valorizados os ambientes locais. O nosso grande problema é a padronização, muitos elegem algumas espécies da moda e resolvem levar pelo Brasil afora. O pingo-de-ouro e o fícus, por exemplo, viraram elementos-padrão, enquanto estamos deixando de explorar os que têm importância muito grande em cada região.
E os jardins estrangeiros, deixaram de ser copiados?

Ainda há uma influência externa muito grande, por uma razão muito simples: quem publica sobre paisagismo são eles, os Eua, a França, ojapão, agora a Austrália… A gente não tem quase nada de publicações específicas, então acabamos bebendo, ainda, na fonte externa. Na medida em que tivermos mais publicações brasileiras, que divulgarmos melhor os trabalhos dos profissionais daqui, vamos conseguir fazer com que as pessoas se espelhem nos exemplos nacionais.
Que características a senhora leva em conta no momento de contratar um estagiário?

Em geral, os estudantes que vêm aqui já buscam trabalhar com área de lazer ou com paisagismo. Então este é o primeiro ponto: ter interesse pela nossa área de atuação dentro do paisagismo ou lazer. E depois, é preciso que o estudante entenda que a gente não vai trabalhar só com espécies vegetais; abarcamos um universo muito mais amplo. Verifico se eleja trabalhou com alguém nesta área, e se apresenta um profundo interesse em atuar neste campo.
E o conhecimento das espécies, é fundamental na hora da contratação?

Não, porque na verdade a gente vai aprendendo todo dia. Essas espécies de cerrado, por exemplo, estou aprendendo porque trabalho com agrônomos ou botânicos no local, que me dão consultoria. Se eu for trabalhar no Acre, preciso ter um profissional que entenda também daquela realidade. Quando trabalhei em Palmas, fomos buscar um botânico da Universidade de Tocantins pra fazer o levantamento florístico da orla do lago de Palmas, e ele fez uma lista de recomendações das espécies que a gente poderia agregar às existentes, porque é um universo que não dá pra dominar completamente. Nesses trabalhos de maior escala, a gente tem que trabalhar com equipes multidisciplinares: arquitetos, botânicos, agrônomos, pessoal de instalações etc. E mais interessante você saber a importância da vegetação como um elemento formador do espaço e entender a estrutura da vegetação, pois para
a.
Os detalhes de plantas específicas do local você terá o auxílio de um profissional da região.
Quais outros projetos realizados ao longo de sua carreira gostaria de citar?

Um deles é o terraço do Conjunto Nacional, em São Paulo, outro é o pátio da Assembléia Legislativa de São Paulo. Para que um trabalho obtenha êxito, em termos de execução, desenvolvimento e manutenção, precisa de alguém que esteja apostando nele, uma espécie de padrinho. E no caso do Conjunto Nacional, a gente tinha uma pessoa muito envolvida com o assunto, a Vilma Perameza, síndica do prédio. Além de acompanhar toda a fase de implantação, ela tem cuidado com a manutenção, que é fundamental num projeto de paisagismo. Se você faz um trabalho e ele é abandonado, vira um matagal em dois tempos. E se alguém troca toda a vegetação, muda completamente o caráter do trabalho. Há, claro, os pisos, a área de circulação, as áreas de estar, que estruturam bem um projeto paisagístico, mas a vegetação especificada, se for mudada, transforma o projeto completamente.
Então o cliente tem o seu papel?

Sim, tem um papel muito importante. Isso vale também para a arquitetura, que é menos frágil que o paisagismo. Se alguém colocar uma parede aqui ou uma portinha ali num trabalho do Oscar Niemeyer, por exemplo, desvirtua completamente o conceito. E no paisagismo, então, nem se fala! Por isso, os trabalhos que me deram mais satisfação foram aqueles bem implantados, executados e onde é feita uma manutenção consciente. Se o cliente solicita ao mesmo profissional que projetou para que faça ajustes ou reparos, é o melhor que pode acontecer, porque consegue manter uma linha de trabalho. Sempre que o cliente tem clareza do que quer, envolvimento com a área e que mantém por certo tempo uma equipe para manutenção, o sucesso do trabalho e a satisfação do próprio cliente estão garantidos.

Tuesday, May 15th, 2012 | Author:


O governo federal admitiu a manutenção de um patamar entre 23,1 mil e 24,4 mil km2 nas taxas de desmatamento da Amazônia, no período de 2003/2004. Os números, preliminares e ainda não oficializados, foram anunciados em Brasília, no dia 1o de dezembro, durante a avaliação do “Plano de Ação para Prevenção e Controle ao Desmatamento na Amazônia”, coordenado pelo gabinete da Casa Civil da Presidência da República. De acordo com os índices apresentados, Mato Grosso, Pará e Rondônia continuam sendo os campeões nacionais da derrubada de árvores.
Durante os anos de 2002 e 2003, já haviam sido identificados 23,7 mil km2 de área desmatada na Amazônia, o equivalente ao território do estado de Sergipe – o valor é o segundo maior da história, só perde para o ano de 1995, quando 29 mil km2 de floresta desapareceram.
Essa primeira avaliação sobre o plano só será concluída em março de 2005 e ela ainda levará em conta a opinião das entidades, de secretarias e órgãos estaduais – representantes de cerca de 30 instituições foram entrevistados para avaliar o plano. Mas já dá pra ter uma idéia de que os avanços esperados no controle do desmatamento não aconteceram.

Friday, September 09th, 2011 | Author:

Os compromissos do Clube.
Ao entrar para o Clube dos Amantes da Natureza, os associados assumem a seguinte declaração de princípios:
1. Proteger a Natureza e melhorar o meio ambiente para as gerações presentes e tuturas.
2. Preservar a flora e a fauna silveslres, contribuindo para evitar a extinção das espécies.
3. Dar preferência a produtos biodegradáveis, além de racionalizar o consumo de água e de energia, conservando, assim, os recursos naturais.
4. Adotar a coleta seletiva de lixo e outros materiais recicláveis, além de divulgar essa prática essencial para o equilíbrio ecológico.
5. Denunciar violações ambientais às autoridades competentes.
tais como Polícia Florestal, Ibama e ONGs especializadas.
6. Procurar plantar a maior quantidade de árvores, preferencialmente as nativas, ameaçadas de extinção.
7. Auxiliar os outros associados na obtenção de sementes e mudas, especialmente as nativas de sua região.
8. Incentivar o amor à Natureza nas crianças, no círculo de amigos, na comunidade e na internet, divulgando informações corretas sobre as plantas, os animais e seu hábitat.
9. Trabalhar pela melhoria da qualidade de vida na sua comunidade, entendendo que a paz – e a náo-violência – é a maneira mais eficaz de melhorar o mundo onde vivemos.
10. Reservar um tempo para se dedicar à Natureza, presenteando a si mesmo com momentos de meditação e tranqüilidade.

Tuesday, September 06th, 2011 | Author:

O paisagismo do clube é mantido por duas voluntárias. No local, as fontes d’água inspiraram os músicos Tom e Vinícius.
Em 1996, Regina e Luíza partiram para outra empreitada: renovar também o paisagismo do local. Como não tinham qualquer experiência em criar com jardins, fizeram um curso de paisagismo na Universidade de Brasília (UNB). “Quem visita o clube fica surpreso com o que ocorreu nos últimos 10 anos”, conta Regina, referindo-se ao colorido das flores e à organização do espaço.
Hoje, Luiza e Regina gerenciam muitas atividades permanentes. No programa “Adote uma Arvore”, famílias associadas escolhem mudas recém-plantadas, mantendo o compromisso de preservá-las ao longo dos anos. Já o “Adote uma Nascente” cuida, em parceria com a subsecretária de recursos hídricos do Distrito Federal, de quatro nascentes d’água e das malas ciliares localizadas dentro do clube. Esse trecho já serviu até de inspiração para Tom Jobim e Vinícius de Moraes comporem uma sinfonia (veja quadro),
Com o trabalho de conscientização ambiental, Luiza e Regina acreditam dar outro olhar aos associados, em especial às crianças. “Antes eles não se davam conta do que tinham. Agora é diferente, pois sabem do valor natural e histórico que o clube guarda”, orgulha-se Regina.
Fonte de inspiração:
Brasília Country Club foi fundado em abril de 1958, dois anos antes da inauguração da nova capital brasileira. Nessa época, duas casas existentes na área do clube hospedavam a comitiva presidencial. Uma casa era o Catetinho (em alusão ao Palácio do Catete. no Rio de Janeiro) que pertenceu por um curto período de tempo ao clube.
Em dezembro de 1959, Vinícius de Moraes e Tom Jobim se hospedaram no Catetinho. pois foram contratados por JK para compor uma sinfonia para o dia da inauguração de Brasília. Durante um passeio. Tom e Vinícius toparam com uma das fontes d’água que o clube preserva. Daí surgiu a inspiração para a canção Água de Beber: “Água de beber / Água de beber, camará / Agua de beber / Água de beber, camará”.

Sunday, September 04th, 2011 | Author:

Clube dos Amantes da Natureza.
Proteger a Natureza e melhorar o meio ambiente para as gerações presentes e futuras.
Recanto protegido.
Em 1999, um incêndio devastou boa parte da Área de Proteção Ambiental Gama-Cabeça de Veado, uma região de cerrado aos arredores de Brasília (DF). O fogo acabou com cerca de 50% da mata nativa, do qual faz parte o Brasília Country Club, tradicional clube de campo da região. Para tentar reverter esse quadro, Luíza Almeida Gusmão, 47 anos, e Regina Diniz de Oliveira, 58, organizaram entre os sócios do clube uma ação em que foram plantadas mais de 500 mudas de árvores brasileiras como jatobá, aroeira, ingá, pau-brasil, mogno e jequitibá.
Essa atitude das duas amigas é apenas uma das benfeitorias realizadas em prol do clube, do qual são sócias desde criança. A dupla desenvolve um trabalho que começou em 1992 para recuperar e proteger uma área de mata nativa com cerca de 55 hectares. “Começamos por amor ao meio ambiente e ao clube. Queríamos oferecer um ambiente mais agradável aos associados”, explica Regina. Com os anos, o projeto cresceu. No início do trabalho de revigoramento paisagístico, havia apenas um jardineiro contratado para cuidar de todo o local. Hoje.
Em dez anos de trabalho, o clube ganhou nova cara com o paisagismo renovado e a mata protegida.