Arquivado em la Categoría » Projetos de jardins «

Thursday, April 25th, 2013 | Author:

O jardim desta Casa no Morumbi, em São Paulo, tem cerca de dois anos. Apesar de algumas espécies ainda estarem se desenvolvendo, é possível perceber o espaço que ele apresenta para circulação. Com poucas plantas, o ambiente valoriza a individualidade de cada uma, respeita seu espaço de desenvolvimento e permite, assim, o bom uso do jardim. Outro elemento que ajuda na circulação é o pedrisco, complemento bonito e bastante útil.

Característica marcante no trabalho de Marcelo Faisal, arquiteto-paisagista que concebeu este projeto, a baixa manutenção das espécies também foi um ponto de partida importante. O objetivo de Faisal era que o jardim se mantivesse praticamente sozinho.
Assim, usou espécies como as palmeiras-neodipsis na área da piscina, indicadas por não soltar muita folha, facilitando a manutenção. Além disso, as palmeiras trazem imponência e privacidade à casa, ao mesmo tempo que não fecham a vista totalmente, permitindo maior claridade, circulação do ar etc. A helicônia também foi colocada por não perder muitas folhas. Entre elas, a piscina é o elemento central e valoriza o paisagismo como um todo.

Muitos detalhes foram implantados, cada um com seu significado especial. Próximo à piscina, um junípero-chinês podado como um bonsai funciona como uma bela escultura.
Uma rede entre as palmeiras foi estrategicamente colocada para privilegiar o desfrute do espaço. O fórmio, há muito uma planta constante nas composições do paisagista, se destaca pela sua forma estética. E as espirais, abertas ou fechadas, energizam e trazem bons fluidos.
Os níveis que formam o jardim garantem movimento e surpresa, que podem ser apreciados seguindo-se pelos caminhos de pedras e dormentes, tudo envolto pelo extenso verde do gramado, recurso ideal para a amplidão da área.

Saturday, March 23rd, 2013 | Author:

Uma das preocupações do projeto foi captar e equilibrar as radiações de energia do local. Para tanto, o radiestesista Henrique Sertori foi convidado a prestar consultoria. O jardim não é fiel a nenhum estilo. A vegetação, no entanto, traz espécies marcada-mente tropicais.
A grande atração são os dois espelhos d’água. Eles são interligados por meio de uma canaleta de ferro oxidado e, numa fonte central, a água é jorrada para cima. Mais uma vez, a idéia é que o som relaxe as pessoas.

Wednesday, March 20th, 2013 | Author:

Usar a água para relaxar.
Esta foi a proposta do arquiteto-paisagista Marcelo Novaes em um projeto especial para a CasaCor São Paulo 2002. Tratase da Praça da Capela. Nos 300m2 do espaço, foi idealizada uma área de integração entre outros ambientes e, sobretudo, um local em que as pessoas pudessem descansar, meditar. “E um jardim para as pessoas relaxarem com o som e o movimento da água”, resume Novaes.

Saturday, July 21st, 2012 | Author:

Quem são seus mestres do paisagismo?
A Rosa Kliass, sem dúvida, que foi minha formadora, ela me introduziu ao paisagismo, não só em termos de instrumentalização, mas como fibra de profissional atuante, que faz valer suas opiniões. O Fernando Chacel é também um grande inspirador. Sem falar no mestre Roberto Burle Marx.

Thursday, July 19th, 2012 | Author:

A senhora colaborou na reforma do Projeto Recanto Primavera, instituição que acolhe crianças e jovens carentes para o desenvolvimento de atividades artísticas e pedagógicas. Quem promoveu a organização dos profissionais para tal atividade e como ela aconteceu?
Isso foi uma iniciativa da arquiteta Patrícia Chalaça, de Recife, e da ASBEA (Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura). A Patrícia achou que se devia fazer a “Casa Cor do Bem”, digamos assim, uma exposição que viesse pra ficar e pudesse beneficiar alguma entidade necessitada. O projeto foi usufruído pelo Recanto Primavera, comunidade gerenciada pela ASA, já anteriormente instalada. Entraram fornecedores doando seus produtos, profissionais de várias áreas doando o seu trabalho e a ASBEA coordenando, como importante elemento gestor. Foi um trabalho muito gratificante, porque você vê as crianças usando aquele espaço, é uma alegria geral!

Tuesday, July 17th, 2012 | Author:

Como a senhora lida com a moda no paisagismo?
Existe uma mania de se querer saber quais são as tendências do paisagismo. Não dá pra pensar dessa maneira. Temos que pensar em prazos mais largos, numa durabilidade maior dos projetos. E o tempo de maturação de um projeto paisagístico é bastante grande, leva de dois a dez anos. É uma situação muito ingrata, porque ninguém tem paciência de esperar. Hoje as árvores de grande porte ainda são muito caras, e as espécies menos empregadas também são difíceis de encontrar maduras. Assim, o paisagista tem que entender a característica da demanda para conceber o projeto. Quando a gente fala em lojas ou edifícios que têm prazos para entrega, é preciso ter um visual legal em um tempo muito curto. Isso acaba gerando o uso de muito mais palmeiras, porque a palmeira vem pronta, tem um torrão menor, ela não sente nada; alguns arbustos também já vêm prontos. Então isso começa a ser visto como moda, tendência, mas não. E simplesmente uma tentativa de aplacar a impaciência do mercado. Por isso, é muito inadequado ir em busca das tendências. O projeto tem que durar pelo menos 25 anos, acompanhando o investimento do cliente, não pode ser perecível.
E, claro, existem os movimentos característicos da História, como os jardins modernistas; e evoluções, por influência do jardim japonês, ou mesmo de uma linguagem arquitetônica mais clean, com vegetação mais controlada, pensando na vegetação como escultura. Mas não se pode esquecer que a gente mora num país de clima tropical, em que há umidade, calor, tudo que uma planta precisa pra se desenvolver, não só as selecionadas pelo projeto como as “intrusas”, e por isso o crescimento das plantas é incrível. Nos países de clima mais temperado, a velocidade de desenvolvimento das plantas é menor, então o controle é diferente. Eu não acredito em absoluto nessa ditadura da moda, muitas vezes retrógrada ou fake, imposta pelas incorporadoras em nome do mercado. Acho que a gente deve ter verdades mais duradouras, que acompanhem a evolução da tecnologia e se adaptem a novos hábitos e necessidades da população.

Sunday, July 15th, 2012 | Author:

Em 2004, a senhora foi Membro Titular do CMPUA – Conselho Municipal de Política Urbana e Ambiental de Araraquara. De que se tratou esse trabalho?
Fizemos um trabalho específico de restauro da Praça da Matriz. O secretário de planejamento é um arquiteto, ele tem uma visão muito clara da cidade, já tinha trabalhado com urbanismo, entendia que a cidade devia preservar alguns elementos arquitetônicos e praças. Ele foi atrás de profissionais, montou uma equipe multidisciplinar e realizamos o projeto. Além de mim, havia um profissional específico da área de Patrimônio Histórico Arquitetônico, o próprio arquiteto secretário, um técnico especializado em restauro, da própria cidade… Uma equipe muito grande que fez muita pesquisa, inclusive histórica da cidade, através de material iconográfico e entrevistas com jardineiros mais antigos que haviam trabalhado naquela área. Foi um processo muito interessante. A praça, na memória da cidade, é muito forte. Se as outras prefeituras brasileiras tivessem essa mesma clareza, a gente teria muita riqueza preservada em todo o país.

Monday, December 19th, 2011 | Author:

SUGESTÃO INOVADORA.
Outro cuidado básico é dar atenção extra ao projeto da parte hidráulica da laje. Doering explica que geralmente a camada onde se encontra o ralo é rebaixada em 5 cm, para que a água acumulada da chuva escorra até ele. E uma solução eficiente, mas não a única. Doering sugere fazer o contrário: colocar o ralo 5 cm acima e, com isso, criar um lençol freático artificial. O objetivo desse sistema é manter uma condição ininterrupta de alimentação para a planta e impedir que suas raízes procurem água na tubulação do ambiente através do ralo (veja esquema acima). “Quando as raízes da planta encontram a água, não têm motivo para crescerem pela tubulação”, explica o profissional.
Os engenheiros ainda estão reticentes com essa inovação. Antes de torná-la padrão, querem certeza de que tipo de impermeabilização é necessária para a laje suportar uma faixa constante de água. Walter Doering defende sua idéia citando o conceituado arquiteto Paulo Mendes da Rocha, responsável pelo projeto do Museu Brasileiro de Escultura, localizado da cidade de São Paulo. Mendes ficou famoso ao planejar um prédio que retinha água no topo para evitar a expansão e retração do concreto, que costuma provocar rachaduras no edifício.
Outro argumento de Doering: hoje existem tintas e produtos -como a manta asfáltica – com tecnologia suficiente para suportar a água, sem deixá-la infiltrar no concreto. Isso sem contar que o lençol freático é ecologicamente correto pois reaproveita a água da chuva e diminui a necessidade de regas. Por enquanto a discussão está cm andamento, o sistema tradicional – com o ralo rebaixado – continua sendo o mais usado.

Saturday, December 17th, 2011 | Author:

Aqui o profissional fica por dentro do que acontece no mercado.
SOLUÇÕES PROFISSIONAIS:
Os segredos dos jardins suspensos.
Os espaços das lajes têm sido cada vez mais usados para jardins. Encomendas costumam vir de clientes que moram em prédios com coberturas ou sacadas, ou mesmo em casas com vastas lajes. É essencial que o paisagista tenha informações para lidar com essa situação ímpar. Fazer o canteiro é fácil, mas o espaço necessita de cuidados especiais como impermeabilização, projeto hidráulico e escolha correta de plantas. Uma obra não planejada ou mal executada significa risco de vazamentos ou invasões de raízes na tubulação da casa, entre outros problemas.
A primeira coisa a se pensar é no escoamento da água da chuva. Para que a água siga seu caminho sem se infiltrar na laje – que muitas vezes é também o teto da casa – é preciso caprichar na impermeabilização do ambiente. Evite fazer isso por conta própria. “Existem empresas especializadas que traçam projetos de acordo com o tamanho da laje e podem garantir uma impermeabilização perfeita e duradora”, explica Walter Doering, executor de jardins há mais de 40 anos no ramo. Além disso, muitas empresas oferecem garantia no serviço.
Projetar jardins em laje exige alguns cuidados específicos para evitar problemas futuros.

Monday, October 24th, 2011 | Author:

Nas bordas de canteiros, como minúsculas cercas vivas ou para arrematar vasos, as flores rasteiras assumem um papel de destaque.
As flores são a alma de qualquer jardim. E, ao pensar nelas, o que vem primeiro à cabeça são as mais vistosas, que vivem majestosamente instaladas nas copas das árvores ou no alto dos arbustos. Mas há outra forma de aproveitar as cores e formas dessas delicadas manifestações da natureza para embelezar os ambientes. Como uma renda ou um bordado, as flores rasteiras – aquelas tão miúdas que podem até ser esmagadas por pés distraídos – são capazes de dar um toque de nobreza ao paisagismo.
Elas formam arbustos baixos, com altura raramente superior a 50 cm, e também podem ser usadas para complementar trechos da forração. Como as pequenas flores estão abaixo da altura dos olhos, é interessante plantá-las em locais distantes do trânsito de pessoas. As aplicações mais comuns são bordas de canteiros, onde fazem o papel de minúsculas cercas vivas, e vasos.
Algumas espécies são mais adaptadas ao clima brasileiro. Um bom exemplo é a vedélia (Spltagneticola trilobata), de cor amarela (foto ao lado) e tão resistente que é comumente usada em jardins públicos, parques e praças. Na cidade de São Paulo, por exemplo, há quilômetros plantados com essa flor às margens do poluído rio Pinheiros, como parte do projeto de revitalização. Outro exemplo é a Impatiens Hawkeri, o popular beijinho, que cresce até em terrenos abandonados graças a sua preferência por meia-sombra e solos úmidos. Os paisagistas Cristina Pibiri e Leonardo Marques indicam outras flores rasteiras fáceis de encontrar e cultivar. Confira!