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Tuesday, July 17th, 2012 | Author:

Como a senhora lida com a moda no paisagismo?
Existe uma mania de se querer saber quais são as tendências do paisagismo. Não dá pra pensar dessa maneira. Temos que pensar em prazos mais largos, numa durabilidade maior dos projetos. E o tempo de maturação de um projeto paisagístico é bastante grande, leva de dois a dez anos. É uma situação muito ingrata, porque ninguém tem paciência de esperar. Hoje as árvores de grande porte ainda são muito caras, e as espécies menos empregadas também são difíceis de encontrar maduras. Assim, o paisagista tem que entender a característica da demanda para conceber o projeto. Quando a gente fala em lojas ou edifícios que têm prazos para entrega, é preciso ter um visual legal em um tempo muito curto. Isso acaba gerando o uso de muito mais palmeiras, porque a palmeira vem pronta, tem um torrão menor, ela não sente nada; alguns arbustos também já vêm prontos. Então isso começa a ser visto como moda, tendência, mas não. E simplesmente uma tentativa de aplacar a impaciência do mercado. Por isso, é muito inadequado ir em busca das tendências. O projeto tem que durar pelo menos 25 anos, acompanhando o investimento do cliente, não pode ser perecível.
E, claro, existem os movimentos característicos da História, como os jardins modernistas; e evoluções, por influência do jardim japonês, ou mesmo de uma linguagem arquitetônica mais clean, com vegetação mais controlada, pensando na vegetação como escultura. Mas não se pode esquecer que a gente mora num país de clima tropical, em que há umidade, calor, tudo que uma planta precisa pra se desenvolver, não só as selecionadas pelo projeto como as “intrusas”, e por isso o crescimento das plantas é incrível. Nos países de clima mais temperado, a velocidade de desenvolvimento das plantas é menor, então o controle é diferente. Eu não acredito em absoluto nessa ditadura da moda, muitas vezes retrógrada ou fake, imposta pelas incorporadoras em nome do mercado. Acho que a gente deve ter verdades mais duradouras, que acompanhem a evolução da tecnologia e se adaptem a novos hábitos e necessidades da população.

Thursday, February 09th, 2012 | Author:

“Acho que as pessoas estão buscando algo mais espiritual para suas vidas, mas é preciso ter cuidado, pois quando algo vira febre, sempre aparecem os que querem se aproveitar.”

“As pessoas acham alto o investimento numa manutenção, mas esquecem que para se ter algo sempre bonito é preciso “alimentá-lo” corretamente.”

Sunday, January 29th, 2012 | Author:

O terreno de 600 metros quadrados, localizado dentro do Condomínio Jardim Botânico, em Campinas – SP, apresentava grande dificuldade de acesso quando a decoradora e paisagista Cláudia Casella foi chamada para tentar solucionar o problema.
Com declividade acentuada, o imenso talude gramado representava um desafio aos jardineiros contratados periodicamente para cortar a grama. Em razão do difícil acesso, eles precisavam descer amarrados por cabos de aço, a fim de evitar possíveis quedas. Os proprietários do local já haviam decidido: iriam cimentar tudo. A idéia só foi descartada após ouvirem a proposta da paisagista.
Depois de analisar cuidadosamente o local, Cláudia realizou cortes em vários pontos da área. Com criatividade, usou toras de eucalipto tratado para dar sustentação às curvas de nível, o que trouxe um aspecto rústico ao ambiente.
Utilizando uma moto-serra, foram feitos desenhos ondulados nas peças de eucalipto para dar o acabamento. A grama esmeralda ganhou tratamento especial e um total de 50 mudas de palmeiras jerivás foi plantado na área. Os cortes feitos no terreno, além de melhorar o visual de toda a extensão, facilitaram o acesso dos jardineiros em épocas de poda.

Para que os jardineiros pudessem subir pela lateral do terreno, a paisagista criou escadas feitas com tocos de eucalipto, seguindo o mesmo estilo de acabamento dos cortes.
Na garagem, que também apresentava dificuldades de acesso, a solução veio através de uma escada com corrimão, confeccionada em eucalipto. A idéia teve como objetivo evitar a ocorrência de acidentes e acabou agradando ao proprietário, que usa o local com freqüência.
Mas o projeto paisagístico não parou por aí. Dentro da casa, numa área próxima à piscina, foram colocadas carriolas de cipó e diversos exemplares da espécie Vriesia imperialis, bromélias gigantes que garantiram um harmonioso toque tropical à propriedade.