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Tuesday, July 26th, 2011 | Author:

Há três tipos de papiro, com portes diferentes.
Detalhe do Cyperus involucratus plantado ao lado de uma cascata.
O lugar ideal para se cultivar o papiro é sempre próximo à água. “Eles gostam de lugares alagados, brejosos e úmidos”, explica o engenheiro agrônomo André Bailone. Canteiros longe de pontos de água, por sua vez, não são recomendados pois em ambientes secos, o papiro não se desenvolve bem. Um jeito de burlar essa limitação é adaptar o canteiro para receber regas freqüentes, como fez a paisagista Cláudia Pellicano. Ela plantou papiros ao lado de um chuveiro (veja foto na página 20) e, a cada banho dos usuários da piscina, o canteiro também é regado.
Se a idéia for plantar o papiro em vaso.
mas não houver como deixá-lo submerso na água, Bailone tem uma sugestão: “Coloque o vaso dentro de um recipiente cheio d’água para que a planta absorva esta água por capilaridade. Só tome o cuidado de reciclar a água diariamente para evitar a proliferação de larvas da dengue”. Aliás, não é só de água que o papiro gosta. A planta também deve ser cultivada sob sol pleno, situação que proíbe sua colocação dentro de casa, por mais bonita que possa ficar.
Cânovas explica que o papiro-do-egito é uma planta que. por conta de sua origem, precisa de muito sol orgânica. “A espécie crescia em regiões como o Nilo, que inundam, deixando para trás restos de folhas e muitas outras matérias orgânicas”, explica. Já o sol ajuda a fortalecer a haste. Geralmente, o papiro se desenvolve melhor em regiões de clima quente. Ventos fortes e quedas de temperatura prejudicam a espécie.
Há três tipos mais conhecidos de papiro: o Cyperus papyrus (com colmos de 1 a 3 m), o Cyperus involucratus (com colmos cilíndricos de 0,5 a 1,5 m) e o Cyperus papyrus ‘Nana’ (com colmos menores de até 70 cm). Todos são originários da África, em especial do Egito. Curiosamente, Bailone diz que o Brasil tem o Cyperus giganteus no pantanal do Mato.