Tag-Archivo para » paisagismo jardim «

Friday, February 17th, 2012 | Author:

“Este projeto foi muito importante porque marcou o início de nossa parceria. Através deste trabalho já fomos convidadas a implantar outros jardins em São Paulo.” Elizete Pereira, paisagista.

Em todas as salas da clínica é possível ver um pouquinho do paisagismo

Monday, December 26th, 2011 | Author:

Defensor do clássico.
Roberto Riscalaé daqueles paisagistas que têm o trabalho mais voltado para a parte estrutural do jardim. Entre 1980 e 85, estudou Arquitetura. “Mas, por causa de diversas greves nas faculdades, nunca fui buscar o diploma”, conta. Mesmo com essa formação, demorou alguns anos até encarar para valer a carreira de arquiteto paisagista (ou arquiteto de exteriores, como ele prefere chamar). Só depois de trabalhar quatro anos com a renomada paisagista Neiva Rizzoto, Riscala decidiu abrir seu próprio escritório. A partir disso, não parou mais de criar seus jardins, geralmente de estilo clássico. Aliás, o profissional defende uma releitura do termo “clássico”. Segundo ele, o conceito é mais abrangente e não pode virar sinônimo de jardim francês – o clássico vai além e pode contar até com plantas tropicais. Confira os detalhes em nossa entrevista.
Manoel de Souza: Quando você se decidiu pela carreira de paisagista?
Roberto Riscala: Eu já trabalhava há quatro anos com a Neiva e descobri que curlia desenhar estruturas, e o jardim era a moldura disso tudo. Na parte botânica, nunca fui excelente. Tanto que não tenho viveiro e não é uma coisa em que eu aposto. Gosto de pegar a casa e desenhar a parte exlerna: o piso, a iluminação, a piscina. Comecei a me dar muito bem com isso. Muitas pessoas diziam: “Você faz também a piscina? Pensava que você só fazia o jardim. Então, vem cá. Quero lambem uma pérgola, um piso…” Saquei isso e comecei a desenvolver meu trabalho nessa área,
Manoel: Seu conhecimento de plantas era restrito, então?
Riscala: E continua sendo. Tenho 20 anos de profissão, mas nunca estudei muito as plantas. Quando preciso, peço ajuda.
Roberto Araújo: Conhecer plantas não é requisito para ser paisagista?
Riscala: Ajuda muito. Mas é possível fazer arquitetura externa – que é como eu me apresento no meu cartão de visitas – sem conhecer plantas profundamente. Temos um problema de nomenclatura. Nos EUA, Landscape Architect é uma coisa. Gardener, é outra. No Brasil, todo mundo que trabalha nessa área é chamado de paisagista. Paisagista, aliás, é também o cara que pinta paisagens. Pode procurar no Aurélio.
Raul Cànovas: Na verdade, o termo “arquiteto paisagista” surgiu para estar descrever o trabalho feito pelo Frederick Law Olmstead, durante a criação do Central Park em Nova York, no século 19.
Roberto: Quais elementos você usa para fazer seu trabalho de arquitetura de exteriores?
Riscala: Meu foco principal é dar continuidade ao trabalho do arquiteto, que pára na porta. Isso é um defeito da arquitetura brasileira. Ela não olha o conjunto. Você vai para a Europa, para Buenos Aires e vê que existe um conjunto. O portão do zoológico é igual ao do jardim botânico… Aprendi isso com a Neiva. No paisagismo, deve-se usar poucos elementos para que tudo não vire uma colcha de retalhos.
Manoel: Quais estruturas as pessoas mais pedem para as casas de campo?
Riscala: Elas querem tudo. Tenho que segurar um pouco esse anseio. O cliente acha que o ambiente da churrasqueira precisa de fogão quatro bocas, forno de pizza, fogão à lenha, geladeira duplex… Se colocar tudo, é necessário um espaço de 100 m. Nem todo mundo dispõe de uma área para construir um anexo deste tamanho.
Manoel: Isso também encarece o projeto, não é?
Riscala: Paisagismo não é caro. O bacana é que o projeto pode ser executado em várias partes. Pode-se fazer agora a piscina, no ano que vem o jardim, no outro ano a iluminação… Só precisa seguir o mesmo projeto sempre e manter a harmonia.
Roberto: Em nosso último bate-papo no jardim (Natureza 222), o paisagista Gil Fialho deixou claro que defende o estilo tropical. Você segue alguma causa ou se preocupa só em fazer a vontade do cliente? Riscala: O Gil tem a meta dele. Eu tenho uma coisa de tentar fazer o que gosto. Sigo a vontade do cliente, muitas vezes, não deixando ele fazer besteira. Jardim custa caro e o cliente não pode perder dinheiro. Além disso, é o meu nome que vai na frente.